Fundo de fundos: saiba o que é e como investir

Bruno Bravo Duarte
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

Os fundos de investimentos, com cotas acessíveis e a facilidade da gestão profissional, caíram no gosto do brasileiro, que busca uma maior rentabilidade para os seus ativos. Uma modalidade ainda pouco conhecida e que apresenta vantagens significativas para os investidores iniciantes é o fundo de fundos, que também é conhecido como FOF – sigla em inglês para funds of funds.

Além da possibilidade de investir a um custo mais acessível, a principal característica deste modelo de aplicação é a grande diversificação na carteira, que garante acesso, por um único investimento, em diversos fundos disponibilizados no mercado.

As transações que envolvem a compra e a venda dos mais variados FOFs só acontecem dentro da bolsa de valores (B3).

Fundo de fundos na prática

O fundo de fundos funciona como a grande maioria dos fundos de investimentos, ou seja, os investidores analisam as carteiras de acordo com os seus riscos e as suas características como um todo. O recurso é transmitido ao gestor, que irá administrar o negócio e realizar a compra das cotas dos fundos disponibilizados no mercado.

A grande diferença nesse modelo de investimento são os ativos. Vale lembrar que a gestão profissional de um fundo de fundos não irá investir em ativos finais definidos, e ao invés, de buscar o desempenho positivo de ações ou de títulos que são emitidos por bancos, o foco sempre estará atrelado a outros fundos. Avaliar o desempenho de cada FOF, os seus rendimentos e os riscos relacionados à aplicação são essenciais para um bom negócio.

Após uma análise minuciosa do mercado, o gestor irá checar as características de cada carteira, ou seja, questões relacionadas ao prazo para o resgate e a carência. Por fim, o administrador escolhe o fundo e investe nas cotas com o recurso do investidor que optou em aplicar nessa modalidade.

Tipos de FOF

Existe uma série de fundos que recebem aplicações pelo FOF: o de renda fixa, de ações, imobiliário e o multimercado.

Ao contrário dos demais fundos de investimentos, que exigem a compreensão do mercado e a escolha de cotas específicas, o FOF não define padrão de investimento. Ao fazer uma aplicação em um fundo de fundos multimercado, por exemplo, os recursos em cotas serão encaminhados para outros fundos que poderão ser definidos pelos gestores.

Desviar recursos para outras cotas é uma característica estratégica, que pode reduzir o impacto das perdas de um fundo devido a flutuação do mercado.

Vantagens e riscos

Apostar em fundo de fundos traz uma série de vantagens, porém exige cuidado e atenção como em qualquer outro tipo de investimento no mercado financeiro.

A principal vantagem para os investidores que buscam essa alternativa de investimento é a diversificação. Ao aplicar em uma cota, o empreendedor terá acesso a outros fundos contemplados pelo FOF, o que reduz a exposição ao risco.

Essa modalidade apresenta um número significativo e ilimitado de possibilidades. Os fundos podem apresentar comportamentos distintos e a grande variedade de FOFs  pode compensar possíveis perdas, caso um fundo tenha uma performance abaixo do esperado.

Mas nem tudo são flores e o investidor tem que se atentar e avaliar criteriosamente os custos de manutenção do fundo de fundos, já que existem taxas anuais referentes à administração.

Como investir em fundo de fundos?

Investir em FOFs costuma ser simples, porém o empreendedor tem que estar seguro e ciente do seu perfil.  Compreender os riscos do mercado e identificar quais são os seus interesses nessa modalidade de investimento são essenciais para um bom negócio.

O segundo passo é buscar uma instituição financeira que trabalhe com fundo de fundos e checar a rentabilidade dos mais variados FOFs, como os de renda fixa, ações, multimercado e imobiliário. Vale ressaltar que o investidor tem que ter ciência da política de cada fundo para saber se as mesmas estão de acordo com as suas estratégias pessoais.

Por fim, é preciso compreender cada detalhe inserido nas carteiras e como elas podem estar relacionadas. Portanto, é preciso conhecer os gestores e avaliar os custos de taxas de administração e o histórico de rentabilidade.