França tem 5º dia de greve contra nova Previdência

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.

Crédito: Wikipedia

Nos últimos dias, as ruas das cidades francesas andam cheias de manifestantes antigoverno. Como se isso não fosse suficiente, uma das maiores greves do setor público atingiu a França, em décadas. 

E ao que tudo indica parece que vai continuar. Isso porque o governo francês insiste em introduzir reformas controversas nas aposentadorias.

Na quinta-feira, dia que começou as manifestações, serviços de transportes foram paralisados em todo o país. Ao mesmo tempo escolas, hospitais e serviços postais também enfrentaram graves perturbações.

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Segundo algumas estimativas, quase meio milhão de pessoas participaram de manifestações em todo o país.

Com isso, atrações turísticas populares também foram fechadas. Incluindo a Torre Eiffel, o Museu d’Orsay e o Palácio de Versalhes.

Apesar do caos instalado no país, o presidente Emmanuel Macron não recua e continua defendendo as reformas previdenciárias propostas. Que inclusive foi uma promessa de sua campanha eleitoral em 2017.

Novo sistema previdenciário

Sob as reformas, 42 esquemas de aposentadoria diferentes seriam substituídos. Sendo que um único sistema unificado seria projetado para estimular a economia do país.

Os opositores dizem que uma aposentadoria universal é um ataque aos direitos dos trabalhadores. Significaria que, dentro deste contexto, as pessoas precisam trabalhar mais por menos.

Situação nesta segunda-feira

Nesta segunda (09) a mobilização entra no quinto dia ainda fortalecida pela população.

Todas as 14 linhas de metrô que dependem de motoristas foram fechadas no domingo e seguem assim hoje.

A operadora ferroviária entre cidades, SNCF, alertou para a superlotação potencialmente “perigosa”, com disponibilidade reduzida para cerca de 15 a 20%.

As viagens serão “extremamente complicadas”, disse a porta-voz da SNCF Agnes Ogier, pedindo aos passageiros que procurem meios alternativos, incluindo caronas. 

De acordo com a rede CNBC, foram registrados mais de 500 quilômetros de congestionamento somente em Paris. Além disso, uma série de voos foram cancelados.

Na tentativa para pressionar Macron a alterar a proposta de reforma previdenciária, ferroviários e metroviários do país já concordaram continuar a manifestação na terça-feira.

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