França solicitou ao Japão informações sobre a prisão de Ghosn

Fernando Augusto Lopes
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Crédito: Reprodução/Wikimedia Commons

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta quarta-feira (15), que entrou em contato com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sobre as condições em que o ex-chefe da Nissan/Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, estava sendo detido.

“Eu disse várias vezes ao Abe que as condições da detenção e interrogatório de Carlos Ghosn não me pareciam satisfatórias”, disse Macron a repórteres.

Ghosn é réu em quatro processos, acusado de não declarar mais de R$ 160 milhões entre 2010 e 2015 e usar bens da Nissan indevidamente para pagamento de dívidas pessoais, dando prejuízos à montadora.

Ele foi preso duas vezes, entre novembro de 2018 e abril de 2019, mas foi posto em liberdade mediante pagamento de fiança e uma série de limitações, entre elas a de não deixar o Japão.

Sistema de perseguição

No penúltimo dia de 2019, Ghosn, que cumpria medidas restritivas no Japão, deixou o país em direção ao Líbano, numa fuga tida como “espetacular”, sem dar qualquer satisfação às autoridades policiais. Ele afirma não ter fugido, mas apenas escapado de “um sistema de perseguição política e de uma justiça que nega direitos humanos básicos”.

Entretanto, já em solo libanês, país do qual também carrega nacionalidade, o executivo foragido deu declaração ao Estado de S. Paulo, dizendo que o segredo do plano se resumiu em dois pontos: rapidez, tanto no planejamento quanto na execução, e surpresa.

“Os japoneses não são rápidos. Precisam de preparação, planejamento e entendimento. Então, se você quer ser bem sucedido em uma fuga, tem que ser rápido e surpreendente. Planejar e executar muito rápido. O que foi feito”, disse.

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Tratamento brutal

Ghosn vem, desde então, alegado cerceamento de defesa e outros problemas com as autoridades japonesas. Disse na semana passada que ele foi tratado “brutalmente” pelos promotores de Tóquio e que ele foi vítima de uma conspiração planejada pela montadora japonesa para forçar sua saída.

A alegação para a fuga foi para “limpar” seu nome. Ele disse que não receberia um julgamento justo no Japão.

A Nissan “não tem intenção de dissolver” sua aliança com Renault e Mitsubishi, de acordo com comunicado divulgado pela própria Nissan. A marca se pronunciou após rumores sobre o fim da união terem sido reverberados pela imprensa ao redor do mundo. O presidente da França se preocupa diretamente com o desfecho desse caso.

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