Fórum Econômico Mundial prevê recessão mundial prolongada

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação / WEF20

O mundo deve enfrentar uma recessão prolongada por conta do coronavírus. Essa foi a previsão do último relatório do Fórum Econômico Mundial.

Uma videoconferência realizada diretamente de Zurique, na Suíça, batizada de Covid-19 Risks Outlook: Um mapeamento preliminar e suas implicações, apontou o sentimento dos participantes.

De acordo com dois terços dos 347 gerentes de risco entrevistados para a pesquisa, a retração da economia global está no topo da lista de preocupação pelos próximos 18 meses.

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Em nota, a agência Reuters mostrou o posicionamento de Saadia Zahidi, diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial.

“A crise devastou vidas e os meios de subsistência. Provocou uma crise econômica com implicações de longo alcance e revelou as inadequações do passado”, comentou Zahidi.

Geração perdida

Altos níveis de desemprego, falência industrial e demora para estabilização são os cenários apontados como prováveis pelo Fórum em seu relatório.

Peter Giger, diretor de risco do Zurich Insurance Group, foi taxativo com relação à atual situação do mundo por conta da pandemia.

“Com pressões significativas sobre emprego e educação, estamos enfrentando o risco de outra geração perdida. As decisões tomadas agora determinarão como esses riscos ou oportunidades ocorrerão”, afirmou.

“Recuperação verde”

De acordo com a diretora do Fórum Econômico Mundial, a pandemia acabou proporcionando ao planeta a oportunidade para rever alguns conceitos.

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“Temos agora uma oportunidade única de usar essa crise para fazer as coisas de forma diferente e construir economias melhores que sejam mais sustentáveis, resilientes e inclusivas”, opinou.

John Doyle, presidente e CEO da Marsh, espera que governo e iniciativa privada trabalhem juntos, de maneira eficiente, para evitar que futuras pandemias transformem novamente o mundo em um total caos.

“Para criar condições para uma recuperação mais rápida e um futuro mais resiliente, os governos e o setor privado precisam trabalhar juntos de maneira mais eficaz”, pontou.

“Juntamente com os grandes investimentos para melhorar os sistemas, a infraestrutura e a tecnologia da saúde, um dos resultados dessa crise deve ser que as sociedades se tornem mais resistentes e capazes de suportar pandemias futuras e outros grandes choques”, finalizou.

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