Força-tarefa do INSS pode contar com ajuda de militares

Gabriela Brands
Profissional com graduação em Jornalismo, pós-graduação em Planejamento em Comunicação e Gestão de Crises de Imagem e em Marketing. Tem experiência sólida em Comunicação Política, Assessoria de Imprensa e Gestão de Crises.

Crédito: Reprodução/ Facebook

Com cerca de 1,3 milhões de pedidos na fila, o INSS pode ter militares atuando em funções de atendimento. A proposta do Governo Federal para recrutar reservistas tem o objetivo de reduzir a fila de espera por benefícios do órgão. Caso aprovada, deve liberar os servidores do INSS para analisar os pedidos que estão na esperando resposta há mais de 45 dias.

A possibilidade de recrutar militares inativos está prevista na lei que reestruturou o regime dos militares. Conforme o texto, o militar da reserva contratado para atividades de natureza civil receberá um adicional de 30% da remuneração. De acordo com a lei, o pagamento deve ser feito pelo próprio órgão contratante. Atualmente, as Forças Armadas têm um contingente de mais de 150 mil reservistas.

A força-tarefa tem o propósito de com a fila de pedidos por benefício até o fim de junho de 2020. A expectativa é de que detalhes da medida sejam anunciadas durante essa semana.

Custo do atraso

A fila do INSS tem um custo represado de R$ 9,7 bilhões. Caso os pedidos não sejam analisados até o final do ano, esse valor pode ultrapassar os R$ 10 bilhões. Isso porque os valores do benefício são corrigidos do momento que o contribuinte faz o pedido até o início do pagamento. De acordo com o INSS, essa é uma forma de preservar o beneficiário.