Força tarefa do INSS: alto-comando das Forças Armadas resiste a pedido

Weslley Almerindo
Colaborador do Torcedores
1

Crédito: Reprodução/Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O pedido de reforço feito pelo Ministério da Economia, para utilizar militares da reserva, enfrenta resistências no alto-comando das Forças Armadas. Como sugestão, inclusive, um oficial sugeriu que o governo aproveitasse o pessoal de estatais que estão sendo privatizadas.

Entenda o caso

O governo almeja reduzir a fila de espera por benefícios do INSS com o auxílio de militares da reserva para execução de tarefas simples, como, por exemplo, o atendimento nas agências do órgão.

Para que a execução desse processo ocorra o mais rápido possível, foi montada uma força tarefa.

O objetivo de tal medida é liberar os atuais funcionários deste serviço para que eles atuem na análise dos pedidos dos assegurados.

Caso o projeto do ministério se concretize, a recente lei aprovada no Congresso Nacional que reestruturou o regime dos militares será colocada em prática pela primeira vez.

De modo simples e direto, a legislação atual permite que o militar da reserva possa ser contratado para o desempenho de atividades de natureza civil, em caráter voluntário e temporário.

A resistência apresentada pelas Forças Armadas

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, um militar do alto-comando das Forças Armadas — que pediu para não ser identificado — sugeriu que o governo aproveitasse o pessoal das estatais que estão sendo privatizadas para a execução das tarefas solicitadas à reserva.

Em contrapartida, o secretário-geral do Ministério da Defesa, almirante Almir Garnier Santos, diz que não vê problemas na execução da medida.

O secretário disse, ainda, que tudo sobre a força tarefa já havia sido combinado com o Ministério da Economia.

No entanto, o almirante destacou que o ministério precisa cumprir alguns “procedimentos” e que isso certamente levaria alguns meses.

“Eles precisam resolver o problema (da fila), e nós, para atendê-los, precisamos buscar um processo da maneira mais profissional possível, e isso leva tempo”, disse o militar para o Estadão.

Um outro militar que é crítico ao pedido do Ministério da Economia comentou que é como se fossem “o Posto Ipiranga”, referindo-se a mais uma situação em que as Forças Armadas são chamadas para resolver problemas.


Aproveite as oportunidades e aumente a rentabilidade dos seus investimentos.

Preencha seus dados abaixo e conte com especialistas para ajudar.

Se preferir, ligue direto para 4007-2374