Mercado passa a prever IPCA e PIB menores em 2020, traz Focus

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (3) apresenta redução na expectativa de inflação: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) previsto caiu de 3,47% na semana passada para 3,40% hoje – o mercado previa a manutenção em 3,47%.

Para 2021, a taxa foi mantida em 3,75%. Em 2022 e 2023, deve ficar em 3,50%.

O que você verá neste artigo:

PIB

O Focus também reviu para baixo a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB): de 2,31% pra 2,30%. De 2021 a 2023, foi mantido em 2,50%.

Câmbio

Foi mantida também a projeção para o câmbio em R$ 4,10 ao final de 2020, e em R$ 4,05 para 2021. Para 2022, a projeção é de R$ 4,10 e, em 2023, R$ 4,11.

Selic

A taxa básica de juros foi mantida em 4,25%. Para 2021, 6%. Em 2022 e 2023, 6,5%.

Tá, e aí?

O ponto de maior relevância no boletim desta segunda-feira foi que pela quinta semana consecutiva os especialistas do mercado reduziram suas estimativas em torno da projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal referência para a inflação brasileira.

Desta vez, a redução reflete além da estabilização das carnes e do preço dos combustíveis, o impacto que a epidemia de coronavírus trouxe para as commodities.

A projeção para o IPCA 2020, passou de 3,47% para 3,40%, permanecendo abaixo da meta de 4%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional. A meta trabalha com tolerância de 2,5% a 5,5%.

As revisões no IPCA vão ao encontro das apostas do mercado financeiro, verificadas na curva dos juros futuros, refletindo a aposta majoritária em um novo corte, de 25 pontos base em nossa taxa básica de juros (Selic), na próxima reunião do Copom na quarta-feira próxima (05).