Boletim Focus projeta retração do PIB de 6,25% em 2020

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Mais queda na projeção do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2020. É o que aponta o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (1) pelo Banco Central.

Na semana passada, a expectativa era por PIB de -5,89%. Agora, é de -6,25%. Há quatro semanas, era de -3,76%.

Queda também no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do país, que foi de 1,57% para 1,55%. Há quatro semanas, era de 1,97%.

A projeção do dólar foi mantida em R$ 5,40.

E a Selic em 2,25% – em linha com a última ata do Copom, que indicou um corte adicional de no máximo de 0,75 ponto percentual.

De acordo com a ata, o “Comitê considera um último ajuste, não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia da Covid-19”. A reunião acontece neste mês.

Focus

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Focus: projeções para 2021

Para 2021, o PIB foi mantido em 3,50%. O IPCA teve queda na projeção, de 3,14% para 3,10%. A Selic subiu: de 3,29% para 3,38%. E o câmbio foi de R$ 5,03 para R$ 5,08.

2022 e 2023

Para 2022, todas as projeções foram mantidas. PIB em 2,50%; IPCA em 3,50%; dólar a R$ 4,80; e Selic a 5,13%.

Para 2023, apenas mudança no câmbio: de R$ 4,90 para R$ 5. PIB segue em 2,50%; inflação em 3,50% e Selic em 6%.

Entenda o Focus

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira.

O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são levantadas junto a 120 instituições financeiras.