Pela sexta semana, projeção para inflação recua no Focus

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Pela sexta semana consecutiva, o mercado jogou para baixo as projeções para a inflação. De acordo com Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central, o mercado projeta uma inflação mais baixa em 2020 do que a estimativa da semana anterior. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 3,40% para 3,25%.

Na semana passada, o índice teve queda de 3,47% para 3,40%. Ele permanece abaixo da meta de 4%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional.

Todas as demais projeções para o ano (PIB, câmbio e taxa Selic) mantiveram-se inalteradas.

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Projeções para 2021

Para o ano que vem, duas modificações nas perspectivas do mercado: inflação menor (de 3,75% para 3,70%) e câmbio maior (de R$ 4,05 para R$ 4,10).

Projeções para 2022 e 2023

Perspectivas para 2022 seguem todas sem alteração. Para 2023, apenas câmbio com revisão de R$ 4,11 para R$ 4,13.

Tá, e aí?

A equipe de análise da Wisir Research avalia que o Focus não apresentou maiores novidades em relação à semana anterior.

O Focus desta segunda-feira manteve a cautela, principalmente em relação ao dólar: a moeda norte-americana atingiu seu pico histórico na semana passada, superando a casa dos R$4,30 pela primeira vez desde o início do Plano Real.

Em outros tempos, o Banco Central já teria realizado leilões à vista para conter a escalada do dólar, mas até o momento não houve nenhum comunicado oficial neste sentido, confirmando as recentes falas do ministro Paulo Guedes, indicando que o brasileiro deve se acostumar com este cenário de dólar alto e juros baixos.

Já a correção do IPCA, reflete o acerto do Copom em realizar seu último corte, reduzindo a Selic para 4.25%, uma vez que a economia brasileira ainda não nos deu indícios fortes o bastante, de que será capaz de cumprir sua meta de crescimento estipulada em 2,4% para 2020.

A revisão para baixo se dá também, pela estabilidade no segmento de alimentos e bebidas, que sofreu em dezembro após a escalada do preço da carne brasileira, que teve seu volume de exportação aumentado consideravelmente durante o pico da gripe suína na China.

 

(Com Rodrigo de Oliveira)