Boletim Focus aponta Selic de 2,75% e PIB de -3,76% ao final de 2020

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (4) as projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia. E todos apresentaram variação na comparação com a semana anterior.

O Produto Interno Bruto (PIB), cuja projeção era de -3,34%, teve nova queda e ficou em -3,76%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do país, também apresentou queda na projeção: foi de 2,20% para 1,97%.

A expectativa para a Selic, taxa básica de juros, era de 3% e foi para 2,75%.

O dólar, cuja previsão era de fechar o ano em R$ 4,80, subiu para R$ 5.

Focus

Projeções Focus para os próximos anos

Para 2021, a expectativa para o PIB foi de 3% para 3,20%.

O IPCA caiu de 3,40% para 3,30%.

A taxa Selic de 2021 deve ficar, na opinião das instituições financeiras, em 3,75% – registrando recuo na comparação com a semana anterior, quando era de 4,25%.

E a expectativa para o dólar foi de R$ 4,55 para R$ 4,75.

Para 2022, as projeções foram mantidas para PIB (2,50%) e IPCA (3,50%). Selic foi de 5,88% para 5,50%. E dólar, de R$ 4,46 para R$ 4,50.

As previsões para 2023 só apresentaram variação no câmbio – de R$ 4,50 para R$ 4,75.


Paulo Filipe de Souza, da EQI Investimentos, observa que as quedas semana a semana na projeção do PIB e do IPCA confirmam que é grande a possibilidade de novos cortes na taxa Selic.

“As quedas demonstram o quanto o mercado espera que a economia desaqueça”, avalia.

Na quarta-feira (6), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga suas definições sobre a taxa básica de juros.

Atualmente em 3,75%, este já é o menor registro histórico da Selic. As principais apostas indicam um possível corte de 0,5%.