FMI revisa projeções do PIB e vê retração de 4,5% do Brasil em 2020

Paulo Amaral
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Crédito: Foto: Pixabay

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta terça (26) os números revisados das projeções para o PIB global. Em relação ao Brasil, o destaque do relatório ‘World Economic Outlook’ foi a melhora no comparativo com os números divulgados em outubro.

De acordo com o fundo, que antes previa uma retração de 5,8% para o País em 2020, a queda ficará “apenas” e, 4,5% para o período. Mesmo assim, ainda maior do que o tombo global, antes previsto para 4,4%, e agora revisto para 3,5% no fechamento do ano que se encerrou recentemente.

“Apesar do alto e crescente custo humano da pandemia, a atividade econômica parece estar adaptando-se a atividades intensivas de contato moderadas com o passar do tempo. Finalmente, medidas adicionais anunciadas no final de 2020 – principalmente nos Estados Unidos e no Japão – são esperadas para fornecer mais apoio em 2021–22 à economia global”, avaliou o FMI, em nota.

Projeções do FMI também mudam para os próximos anos

O FMI também alterou os números previstos para o PIB global e para o Brasil em 2021 e 2022.

Segundo o relatório do órgão, “ainda que as recentes aprovações de vacinas tenham aumentado as esperanças de uma reviravolta na pandemia ainda este ano, renovadas ‘ondas’ e novas variantes do vírus representam preocupações para as projeções”.

Em relação à economia global, a percepção é de um aumento do PIB para 5,5% ante os 5,2% apontados no último relatório. Para 2022, o crescimento projetado é de 4,2%.

No recorte direcionado para o Brasil, apesar de o País estar, como todo o Globo, “em meio a uma incerteza excepcional”, as altas previstas são de 3,6% e 2,6% para 2021 e 2022, respectivamente, melhores do que os números de outubro, que apontavam 2,8% para 2021 e 2,3% para o ano seguinte.

Entre os países mais ricos, considerados como maiores potências do planeta, o destaque ficou para os Estados Unidos.

Depois de prever, em junho, uma queda de 8%, o FMI melhorou as projeções e, agora, o rombo de 2020 foi apontado como de 4,3%. Já para este ano e o próximo, o fundo vê expansões de 5,5% e 4,2%.

Em relação ao bloco de emergentes, o PIB de 2020 deve mostrar queda de 2,4%, mas para 2021 e 2022 a projeção é de altas de 11,5% e 6,8%, puxadas, claro, pela recuperação da economia da China.

Fundo pede atenção

Recentemente, Gerry Rice, porta-voz da entidade, concedeu entrevista online e mostrou preocupação sobre a necessidade de um esforço dos países para manter as políticas fiscais e monetárias sob controle.

Segundo a entidade, o surgimento das novas variantes da Covid-19 acendeu o alerta para que os governos não baixem a guarda no combate à pandemia, mas de olho nas políticas fiscais.

“A economia global está em um momento crítico. Resta uma grande incerteza, e a perspectiva de um período ainda muito difícil pela frente, com surtos de infecção e as pessoas continuando a sofrer”, pontuou.