FMI vê queda de 5,8% no PIB brasileiro e contração global de 4,4%

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação / FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta terça-feira (13) que as previsões para a economia global estavam “um pouco menos terríveis”. As informações são da Agência Reuters.

A instituição melhorou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2020. A queda agora é de 5,8% ante a retração de 9,1% estimada em junho.

A projeção está no documento da Perspectiva Econômica Mundial, cujo título é “Uma longa e difícil ascensão”.

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Para 2021, o FMI reduziu a previsão de crescimento do país de 3,6% para 2,8%. No longo prazo, o se destaca que o produto interno bruto avançará 2,2% em 2025.

De acordo com a avaliação do FMI, os países ricos e a China se recuperaram mais rapidamente do que esperado. Alertou, porém, que as perspectivas estão piorando para muitos mercados emergentes.

Segundo o FMI, há previsão de uma contração global de 4,4% para 2020, uma melhora em relação à contração de 5,2% prevista em junho, quando o fechamento de empresas atingiu seu pico.

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Essa ainda é a pior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 1930, disse o Fundo.

A economia global retornará a um crescimento de 5,2% em 2021, afirmou o FMI. Mas a recuperação será um pouco mais fraca do que a prevista em junho. Isso se deve às dificuldades extremas para muitos mercados emergentes e à desaceleração do ímpeto de reabertura.

Cenário brasileiro

A economista-chefe do Fundo, Gita Gopinath, disse que a instituição fez uma melhor projeção para o PIB do Brasil para este ano “com a recuperação pouco mais rápida depois do fechamento da economia e o apoio de medidas fiscais”.

“A projeção para o próximo ano baixou devido a limites de gastos públicos”, afirmou durante entrevista coletiva sobre o relatório.

Gian Maria Milesi-Ferretti, diretor adjunto do departamento de pesquisa do FMI, acrescentou que o País enfrenta uma “recessão menos grave”. As ações substanciais de ordem fiscal e monetária que foram adotadas pelas autoridades do governo colaboraram. “Medidas de auxílio no Brasil precisam ter foco definido e não devem ser retiradas de modo prematuro”, destacou.

De acordo com as previsões macroeconômicas do Fundo, o país deve se manter em ritmo de recuperação moderado no fim do ano. A previsão é de queda de 4,7% no PIB do quarto trimestre em comparação ao mesmo período de 2019.

Conforme o Fundo, a velocidade do nível de atividade estará maior encerramento de 2021. Isso com avanço de 1,7% no PIB entre outubro e dezembro ante os mesmos meses de 2020.

Para o IPCA, o FMI projeta alta de 2% para 2020 ano e de 2,9% no encerramento de 2021.

A instituição ressalta que as suas suposições sobre a gestão da política monetária pelo Banco Central são “consistentes com gradual convergência da inflação ao centro da meta”.

Por fim, o FMI ressaltou que em suas projeções fiscais para o médio prazo relacionadas ao Brasil está sendo considerado o cumprimento do teto de gastos federais.