FMI prevê queda de 5,3% da economia brasileira este ano

Osni Alves
Jornalista | oalvesj@gmail.com
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Foto: Economia brasileira pode retrair 4,4% esse ano, estima FGV

Por conta da pandemia do novo coronavírus, a economia brasileira deve cair 5,3% este ano. A projeção é do FMI (Fundo Monetário Internacional) e foi divulgada na manhã desta terça-feira (14).

O relatório Perspectiva Econômica Mundial diz respeito ao PIB do país, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no período de um ano.

No período pré-crise, o FMI estimava a economia brasileira em 2,2%. Para o próximo ano, a estimativa é de recuperação, com PIB em 2,9% contra os 2,3% da projeção anterior.

Conforme o relatório, América Latina e Caribe deverão cair 5,2% neste ano. Entretanto, a região crescerá 3,4%, em 2021.

O documento afirma que entre os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento, todos os países enfrentam uma crise de saúde, um severo choque de demanda externa, um aperto dramático nas condições financeiras globais e uma queda nos preços das commodities.

Esse efeito impacta a atividade econômica dos exportadores, bem como a economia real, ou seja, o dia a dia das pessoas.

Economia mundial

De acordo com o levantamento, a economia mundial deve apresentar queda de 3%, em 2020, e crescer 5,8% no próximo ano. Em janeiro, o FMI previa que a economia mundial cresceria 3,3% este ano.

O FMI destaca que “foi uma revisão extraordinária em um período tão curto de tempo.”

Já as economias avançadas, como os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão, entre outros, devem ter queda de 6,1% no PIB, neste ano, e crescer 4,5% em 2021.

Fonte: FMI

O Fundo destacou que políticas eficazes são essenciais para prevenir resultados piores. “As medidas necessárias para reduzir o contágio e proteger vidas afetarão a curto prazo a atividade econômica”, informou.

E complementou: “apesar disso, devem ser vistas como investimento importante na saúde humana e econômica a longo prazo.”

A prioridade, conforme o relatório, é conter as consequências do surto de Covid-19, especialmente aumentando as despesas com saúde para fortalecer a capacidade e os recursos do setor, adotando medidas que reduzam o contágio.

Veja as projeções do FMI:

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Fonte: FMI