FMI prevê que pandemia causará recessão “tão ruim” quanto a de 2009

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Facebook

Os efeitos da pandemia do coronavírus serão devastadores para a economia mundial. Essa foi a previsão pessimista de Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), segundo a AFP.

Após participar de uma teleconferência com os líderes do G20, Giorgieva emitiu comunicado informando que alertou aos ministros das Finanças do G20 e aos presidentes dos Bancos Centrais para a necessidade de “uma resposta sem precedentes”.

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A executiva avisou que, diante das paralisações em massa, necessárias para conter a propagação do coronavírus, as perspectivas de crescimento global “são negativas” e a recessão será “tão ruim ou pior” do que a causada pela crise econômica global de 2009.

Na ocasião, lembrou Georgieva, a economia mundial retraiu 0,6% em 2009 por causa dos efeitos da crise de 2008. A diferença é que, na época, Índia e China estavam crescendo rapidamente, enquanto hoje a pandemia tem causado desastres econômicos e humanos.

Ajuda aos mais pobres

Uma das preocupações mostradas pela diretora-gerente do FMI foi em relação aos países mais pobres.

Giorgieva informou que o FMI está pronto para implantar toda a capacidade de empréstimo de seus trilhões de dólares, mas fez um apelo às maiores potências do planeta.

“Forneçam apoio aos países de baixa renda, que enfrentam saída maciça de capital”, pediu. “Os custos humanos da pandemia de coronavírus já são imensuráveis e todos os países devem trabalhar juntos para proteger as pessoas e limitar os danos econômicos”, completou.

Panorama para 2021

A diretora-geral do FMI informou também que cerca de 80 dos 189 membros do Fundo já solicitaram assistência emergencial para combater a crise. E fez previsões sobre o panorama para 2021, quando a pandemia deverá estar controlada.

“O impacto econômico é e será severo, mas quanto mais rápido o vírus parar, mais rápida e mais forte será a recuperação”, apostou.

Banco Mundial divulga pacote econômico

Em outro comunicado divulgado após a reunião virtual com membros do G20, o Banco Mundial anunciou que aprovou a liberação de um pacote de US$ 14 bilhões para lidar com a pandemia de coronavírus.

David Malpass, presidente da instituição, afirmou que esses são tempos difíceis para todos, especialmente para os mais pobres e vulneráveis, e que há projetos em 49 países “com decisões previstas para esta semana em nada menos que 16 programas”.

Segundo o executivo, o Grupo Banco Mundial, que inclui a Corporação Financeira Internacional e a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (IFC e MIGA, respectivamente), poderá empregar até US$ 150 bilhões nos próximos 15 meses para ajudar a recuperar a economia global da pandemia.

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