FMI: cooperação econômica pode somar US$ 9 tri à renda global

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Yuri Gripas/Reuters

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta quinta-feira (15) que acelerar a recuperação da recessão causada pelo coronavírus pode adicionar US$ 9 trilhões de dólares à renda global até 2025.

As informações são da Agência Brasil.

De acordo com Georgieva, isso depende de uma forte cooperação internacional, incluindo vacinas.

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Cooperação mundial

Em entrevista coletiva após uma reunião do comitê diretor do FMI, a diretora pediu aos Estados Unidos e China que mantenham um forte estímulo econômico. Afinal, os países podem ajudar a impulsionar a recuperação global.

“Se conseguirmos progredir rapidamente em todos os lugares, poderemos acelerar a recuperação. E podemos adicionar quase US$ 9 trilhões à renda global até 2025”, disse.

Segundo a diretora, isso poderia ajudar a diminuir a diferença de renda entre as nações mais ricas e mais pobres.

Por fim, acrescentou que “precisamos de forte cooperação internacional. Isso é mais urgente hoje para o desenvolvimento e distribuição de vacinas”.

O acesso equitativo e econômico a tratamentos e vacinas para a Covid-19 em todo o mundo será a chave para evitar uma recuperação econômica que deixe “cicatrizes duradouras”, diz comunicado do Comitê de Aconselhamento.

Mais participantes

Conforme o comitê, a participação dos credores privados e bilaterais oficiais no alívio da dívida dos países pobres é essencial. Para Kristalina Georgieva, a participação do setor privado ainda é necessária e continua sendo uma questão pendente.

O G20 aprovou na quarta-feira (14) uma prorrogação de seis meses da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI).

O DSSI congela os pagamentos da dívida bilateral oficial, e disse que consideraria uma nova extensão de seis meses em abril.

No entanto, credores privados e os de fora do Clube de Paris não estão participando totalmente.

“Estamos decepcionados com a ausência de progresso na participação dos credores privados no DSSI”, disse o comitê.

“Os encorajamos fortemente a participar em termos comparáveis ​​quando solicitados pelos países elegíveis”.

Ao mesmo tempo, estimulou “a plena participação dos credores bilaterais oficiais”.