FMI: Brasil terá crescimento de 2,2% no PIB em 2020 e crescimento global é incerto

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Crédito: Reprodução

O Brasil terá uma melhoria na previsão de crescimento econômico em 2020, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O órgão divulgou o relatório “World Economic Outlook” nesta segunda-feira (20). Assim, apontou que o país terá um crescimento de 2,2% no Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.

O crescimento será de 0,2 ponto percentual, comparando ao cenário divulgado em outubro de 2019. E para 2021 a expectativa também é de alta, com 2,3%, de acordo com o FMI. O órgão ao citar o Brasil, projetou a melhora após a aprovação da Reforma da Previdência. E também “pelo enfraquecimento das interrupções no fornecimento no setor de mineração”.

O FMI apontou ainda que a economia global crescerá 3,3% em 2020, crescimento de 0,1 ponto percentual sobre estimativa de outubro. Esse resultado, para o órgão, significa uma recuperação ainda lenta na economia.

Mas isso ocorre devido às desacelerações que serão mais fortes do que o esperado nos mercados emergentes, como a Índia.

Nos mercados emergentes, e em desenvolvimento, a previsão do FMI é um aumento de 4,4% em 2020 e 4,6% em 2021, contra os 3,7% de 2019. Já nos países emergentes, que tem previsão de crescimento abaixo da médio global em 2020, estão além do Brasil, México (1%), Rússia (1,9%) e África do Sul (0,8%).

Os Estados Unidos não apresentou melhoria na expectativa de crescimento. Ele pode ser 0,1 ponto percentual mais baixo do que o projetado em outubro (+2,0%). Isso ocorre pela redução dos efeitos dos estímulos dos cortes de impostos de 2017. E também com a flexibilização da política monetária do Federal Reserve.

Crescimento global incerto

Em comunicado oficial realizado hoje (20), Gita Gopinath, Economista-chefe do FMI, declarou que até outubro havia uma percepção de uma “desaceleração sincronizada, com riscos crescentes de queda que poderiam prejudicar ainda mais o crescimento”.

Porém, Gopinath afirmou que alguns “riscos retrocederam” e para tal, destacou a Fase 1 do acordo EUA-China e a “menor probabilidade de um Brexit sem acordo”.

Diante disso, a representante do FMI declarou que há sinais de que “o crescimento global pode estar se estabilizando”, porém, “em níveis moderados”, declarou Gopinath.

Gopinath também detalhou a projeção do crescimento global na atualização do World Economic Outlook, onde projetaram que o crescimento global “aumente modestamente de 2,9% em 2019 para 3,3% em 2020 e 3,4% em 2021. A leve revisão em baixa de 0,1% em 2019 e 2020 e de 0,2% em 2021, deve-se em grande parte às revisões descendentes da Índia”.

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Ainda sobre a Fase 1 do acordo EUA-China, Gopinath ressaltou que, “se durável, reduza o impacto negativo acumulado das tensões comerciais sobre o PIB global até o final de 2020 – de 0,8% para 0,5%”, explicou.

Por fim, Gopinath ressalta que, ainda que os “riscos negativos pareçam um pouco menos salientes do que em 2019, o espaço político para responder a eles também é limitado” e pede aos formuladores da política que “não causem danos e nem reduzam ainda mais a incerteza política”.

“Embora haja sinais de estabilização, a perspectiva global permanece lenta e não há sinais claros de um ponto de virada. Simplesmente não há espaço para complacência, e o mundo precisa de cooperação multilateral mais forte e políticas em nível nacional para apoiar uma recuperação sustentada que beneficie a todos”, finalizou Gita Gopinath.


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