Flávio Bolsonaro consegue liminar que suspende investigação sobre “rachadinhas”

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Flávio Bolsonaro (Foto: Gustavo Serebrenick/Brazil Photo Press/Agência O Globo)

O senador Flávio Bolsonaro, investigado por supostamente participar em um esquema rotulado como “rachadinhas” enquanto era deputado estadual no Rio de Janeiro, conseguiu uma vitória na Justiça.

De acordo com o Estadão Conteúdo, o filho do presidente Jair Bolsonaro teve uma liminar obtida a seu favor que interrompeu as investigações sobre sua suposta participação no esquema de corrupção.

Suimei Meira Cavalieri, desembargadora da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, foi a autora da decisão favorável a Flávio Bolsonaro.

A determinação judicial se estende também a duas filhas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, a ex-esposa do parlamentar e a outros 88 ex-funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro, incluindo a mãe e a irmã de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope morto mês passado, na Bahia.

Juiz é o alvo da defesa

A intenção dos advogados de defesa de Flávio é retirar o caso das mãos do juiz Flávio Itabaiana Nicolau, titular da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça carioca.

Itabaiana já autorizou 24 mandados de busca e apreensão, 28 quebras de sigilo telefônico e quatro quebras de sigilo bancário durante as investigações.

A condução do caso irritou a família Bolsonaro, que vem tecendo críticas ao juiz desde o início do caso.

Frederick Wassef, que defende o senador Flávio Bolsonaro, foi procurado pela reportagem, mas não quis comentar o caso.

As “rachadinhas”

Em janeiro de 2019, logo após a posse de Jair Bolsonaro, começou a sair na imprensa que, em um mês, foram 48 depósitos em dinheiro numa conta do senador eleito pelo Rio de Janeiro, quando ele ainda era deputado estadual, no total de R$ 96 mil.

As movimentações financeiras suspeitas de Flávio Bolsonaro ocorreram entre junho e julho de 2017. Os depósitos em espécie e direto na conta do senador eleito eram concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Alerj, e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) diz que não foi possível identificar quem fez os depósitos. O fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta a suspeita de ocultação da origem do dinheiro.

A rachadinha ocorre quando funcionários do gabinete devolvem parte do salário ao político, o que é ilegal.

Investigação contra sócio de Flávio Bolsonaro é paralisada no Rio

Caso Queiroz: juiz quebra sigilo de pessoas ligadas à família Bolsonaro