Fitch vê recuperação do Brasil prejudicada em 2021 por “trajetória fiscal incerta”

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação / DW

A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, reviu as projeções de crescimento da economia do Brasil e da redução do déficit fiscal para 2021.

De acordo com a agência, o cenário, que já não era dos mais tranquilos por conta da pandemia de coronavírus, ficou ainda pior.

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“O grande estímulo mitigará o impacto econômico, mas a recuperação pode ser prejudicada por uma trajetória fiscal incerta, aumento da dívida pública e confrontos periódicos entre o Executivo e o Legislativo, nublando as perspectivas de reformas para conter gastos e melhorar as taxas de crescimento”, informou a agência, em nota publicada no site oficial.

A Fitch citou também os últimos protestos – pró e contra o governo do presidente Jair Bolsonaro – como ponto negativo na análise sobre o futuro econômico do País para 2021.

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Segundo a agência de classificação de risco, “protestos periódicos nas ruas e tensão entre o governo e o Judiciário também afetaram negativamente o ambiente político”.

Os novos números da Fitch

Diante do tenso cenário político vivido pelo Brasil, os novos números da Fitch apontam para um retrato tenso.

A agência de classificação de risco projeta um PIB negativo de 6% para 2020, ante a previsão anterior, de -4%, e um déficit público que deve chegar a 14% do Produto Interno Bruto do País – a previsão anterior era de 13%.

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O crescimento da dívida pública, anteriormente previsto para chegar a 92,3% do PIB, agora está projetado para 93,5%, bem acima da média dos países classificados como “BB” – ficam na casa dos 56,3%.

Para o ano de 2021, a Fitch prevê crescimento de 3,2% no PIB e déficit público caindo para 6,5% do Produto Interno Bruto do País.

“O comprometimento com o teto de gastos tem sido uma âncora fiscal essencial, e sua eficácia na redução do crescimento de gastos em 2021 será importante para nossa avaliação de crédito soberano”, concluiu a agência.

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