Fitch vê envio da reforma tributária como positivo, mas faz alertas

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação / DW

A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, analisou como positivo o fato de o Planalto ter encaminhado ao Congresso a parte 1 da reforma tributária

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Para Shelly Shetty, diretora-executiva da agência, no entanto, há mais a ser feito antes de o País conseguir mudar a perspectiva atribuída pela Fitch ao País: “BB-“.

A executiva afirmou, em nota enviada à Reuters, que também é preciso tratar dos desafios fiscais de curto prazo, em meio a um “elevado” déficit fiscal e dívida crescente.

Na visão da diretora da Fitch, a perspectiva negativa continuará refletindo a habilidade do governo brasileiro em consolidar as contas públicas para, eventualmente, diminuir a dívida e o rombo fiscal.

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Isso tudo só poderá acontecer com o progresso das reformas econômicas e o eventual crescimento a médio prazo.

“A reforma (tributária) proposta é apenas o primeiro passo no processo de revisão de um complexo e complicado sistema tributário brasileiro”, disse Shetty.

“Além disso, outras iniciativas de reforma tributária também estão sendo discutidas na Câmara e no Senado, e resta saber como e quando será alcançado um consenso sobre as diferentes versões da reforma tributária”, concluiu.

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Governo atualiza déficit após envio da reforma

Um dia depois de enviar a primeira parte da reforma tributária ao Congresso, o Ministério da Economia atualizou sua projeção para o déficit primário do governo central.

De acordo com a pasta comandada por Paulo Guedes, o valor foi a R$ 787,45 bilhões, conforme relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre.

No último relatório, elaborado em maio, a previsão estava em R$ 540,5 milhões.

A previsão de receita primária em 2020 é de R$ 1,456 trilhão, o que representa uma queda de R$ 21 bilhões em relação à previsão do bimestre anterior.

Ao mesmo tempo, a projeção para as despesas aumentou R$ 229,3 milhões e somou R$ 1,982 trilhão.

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