Fintech Olivia recebe aporte de R$ 25 milhões do BV

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Celso Doni / Valor

A fintech brasileira Olivia recebeu uma rodada de aportes avaliada em R$ 25 milhões. A empresa agora tem entre seus acionistas o BV (antigo Banco Votorantim), que liderou a rodada, acompanhado pela MSW Capital, através do fundo BR Startups, que já havia investido R$ 1,5 milhão na empresa em 2019.

A empresa foi fundada por dois brasileiros nos Estados Unidos, no Vale do Silício, e testava desde julho de 2019 uma versão beta de seu aplicativo.

Segundo palavras da própria empresa, “Olivia é uma assistente financeira que te ajuda a gastar melhor e economizar mais. Ela usa inteligência artificial para aprender seus padrões de gastos, prever suas próximas compras e recomendar jeitos de fazer mais com o seu dinheiro”.

O app gratuito faz a integração das diversas contas e cartões utilizados pelo consumidor e, a partir do momento que conhece o usuário, começa a sugerir dicas para melhorar seus hábitos financeiros. Durante a fase de testes, Olivia já gerou mais de R$ 10 milhões em economia para os usuários que testaram a plataforma.

Alcance da plataforma

Já existem mais de 500 mil usuários, entre pessoas que usam o app diretamente e aquelas que utilizam sua inteligência artificial dentro de outros aplicativos de parceiros, que é o caso do BV, que usa a plataforma da empresa desde fevereiro do ano passado.

Podem se conectar à plataforma clientes dos bancos Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nubank, além dos cartões Alelo, CrediCard, Sodexo, Ticket, Itaucard e American Express emitido pelo Bradesco.

O aplicativo também acaba de chegar às lojas de Google e Apple, mo que pode aumentar muito o seu alcance de usuários.

Sobrenome

Com os recursos, a startup fundada por Cristiano Oliveira e Lucas Moraes deve iniciar sua expansão pelo País: “nós começamos a trajetória nos EUA e percebemos uma boa oportunidade aqui no mercado brasileiro”.

Moraes carrega o sobrenome da família controladora do grupo Votorantim. É da quarta geração de Moraes. Mas, segundo ele, o parentesco não teve influência no aporte: “o BV tem uma estrutura meritocrática, que olha o valor gerado antes de tudo”.

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O BV tem de fato ampliado sua participação em startups. Fez aporte milionário na fintech Neon, um dos principais bancos digitais do país; e comprou a Just, startup de crédito do grupo GuiaBolso, de quem já era parceiro.

Com informações do Estadão.