G-20 prevê crescimento menor da economia global em 2020 e 2021

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Crédito: Divulgação

Os chefes de finanças do G-20, grupo que reúne as principais economias do mundo, preveem um crescimento global menor nos anos de 2020 e 2020, motivado pela política monetária frouxa e o alívio das tensões comerciais. A estimativa divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), no encontro dos representantes dos países ocorrido no fim de semana (22 e 23), é que o coronavírus irá tirar 0,1 ponto porcentual das taxas de crescimento esperadas para os dois anos. O G-20 também prometeu monitorar o impacto do surto de coronavírus no crescimento global, de acordo com o site de notícias G1.

“Aprimoraremos o monitoramento global de riscos, incluindo o recente surto de Covid-19. Estamos prontos para tomar medidas adicionais para lidar com esses riscos”, afirmou o comunicado final dos líderes financeiros.

O que dizem os países

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que os banqueiros centrais analisariam as opções para responder à epidemia, se necessário. Já o governador do Banco do Japão Haruhiko Kuroda disse que estava pronto para facilitar a política, se necessário.

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A China esteve representada na reunião do G20 por seu embaixador na Arábia Saudita, pois as altas autoridades ficaram de fora devido à crescente crise sobre o vírus.

A televisão estatal chinesa citou o presidente da China, Xi Jinping, dizendo que no domingo Pequim intensificaria os ajustes nas políticas para ajudar a amortecer o golpe na economia desde o surto.

“O surto de nova pneumonia por coronavírus terá inevitavelmente um impacto relativamente grande na economia e na sociedade”, disse Xi, embora ele tenha acrescentado que os efeitos seriam de curto prazo e controláveis.

O ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed al-Jadaan, disse em entrevista coletiva na reunião:

“Discutimos o surto de coronavírus na China e em outros países e todos os países do G20 concordaram coletivamente em estar prontos para intervir nas políticas necessárias”.

A epidemia, originária da China, se espalhou para quase 30 países e territórios. A Coréia do Sul elevou o alerta de doenças infecciosas para o nível mais alto no domingo (23). Todavia, a União Européia relatou que “não precisa entrar em pânico” com um surto na Itália.

“No atual cenário de linha de base, as políticas anunciadas são implementadas e a economia da China retornará ao normal no segundo trimestre”, disse a diretora administrativa do FMI Kristalina Georgieva no sábado.

“Como resultado, o impacto na economia mundial seria relativamente menor e de curta duração. Mas também estamos analisando cenários mais terríveis em que a disseminação do vírus continua por mais tempo e globalmente. E as conseqüências do crescimento são mais prolongadas”, acrescentou.