Após TST estipular multa, greve dos petroleiros chega ao fim nesta quarta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou nesta quarta-feira (27) a suspensão da greve na Petrobras.

De acordo com a FUP, a direção da Petrobras “preferiu o confronto e recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) na tentativa de criminalizar o movimento sindical”, afirma em nota à imprensa.

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“A empresa mentiu deslavadamente para o TST, ao afirmar que negociou efetivos com a gente, o que não é verdade”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Na quarta-feira (26) o ministro do TST Ives Gandra Martins autorizou a Petrobras a suspender o repasse de verbas à FUP e a 13 sindicatos de petroleiros por descumprimento de ordens e realização de greves.

R$ 2 milhões por dia de multa na greve dos petroleiros

O magistrado rotulou as ações como “afrontas à Justiça” e fixou em R$ 2 milhões por dia a multa para a desobediência da ordem dada à categoria de não aderir à greve.

“A greve não é um direito absoluto, estando sujeito aos limites da lei, a qual considera abusivo seu exercício após a assinatura de acordo coletivo de trabalho, salvo se houver descumprimento de cláusula do acordo, o que, como visto, é impossível de ter ocorrido em tão curto espaço de tempo em relação à cláusula de caráter programático”, afirma na decisão.

A FUP alegou que cláusulas que foram descumpridas constavam de acordos anteriores e que a multa estabelecida pelo TST é exagerada em comparação ao que era fixado em paralisações anteriores.

O comunicado da FUP afirma que a “mão pesada do TST” e as reações do governo “evidenciaram o poder de mobilização dos petroleiros e a potencialidade da categoria no enfrentamento às políticas ultraliberais deste governo”. Diz ainda que resistência à privatização deve ser a reivindicação principal dos trabalhadores da empresa daqui para a frente.

 

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