FIIs podem trazer boas oportunidades com menos risco em 2021

Fabiana Panachao
Após 15 anos de experiência em grandes emissoras de TV, a jornalista Fabiana Panachão criou o Dinheiro em Foco (BandNews TV) em 2019. Deu tão certo que se tornou âncora e curadora do evento digital MoneyWeek e hoje trabalha exclusivamente com conteúdos ligados a investimentos.Saiba mais em https://moneyweek.com.br
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Crédito: FIIS: o que são fundos de investimento imobiliário e como adquirir?

Tenho certeza que você espera que 2021 seja um ano diferente de 2020. Em todos os setores da vida, inclusive na economia. Quem tinha investimentos em renda variável no ano passado sentiu o baque da pandemia. E precisou de estômago e resiliência para atravessar a fase mais crítica. Agora, com a perspectiva da vacinação em massa, a expectativa é que pelo menos parte da nossa rotina volte à normalidade. E a nossa bolsa já reflete esse otimismo. 

Mas para os investidores mais conservadores, aplicar em renda variável ainda pode ser um tema sensível. Em 2020, o Ibovespa – principal índice de ações do país – balançou demais, experimentou grandes quedas. Mas se recuperou e terminou o ano em alta de 2,92%. Já o IFIX, índice de fundos imobiliários sentiu o fechamento de imóveis (como shoppings e lajes corporativas). Por isso, terminou o ano em queda de 10,24%.  

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Vale destacar que, historicamente, FIIs sentem bem menos a oscilação do mercado se comparado com ações. E, por isso, esse momento de recuperação pode indicar uma oportunidade para os mais ressabiados.

Shoppings devem seguir como importantes centros comerciais de consumo. E mesmo para quem prefere e-commerce, galpões de logística são fundamentais para estocar os milhões de produtos comprados pela internet. 

Para o especialista em FIIs, Arthur Vieira de Moraes, é importante minimizar os riscos diversificando entre os setores de Fundos Imobiliários. Depois de conversar com ele, separei cinco passos para que você aumente as chances de ter bons retornos com Fundos Imobiliários neste ano.

Diversifique os Fundos Imobiliários

Como já adiantei acima, o primeiro cuidado é ter uma carteira diversificada dentro dos FIIs. O ponto de atenção aqui é não confundir diversificação com pulverização. Ou seja, tenha mais de um FII na carteira, mas tome cuidado para não estar comprando fundos diferentes, mas com o mesmo risco/retorno.

Em um estudo, Moraes concluiu que o número ideal gira em torno de 15 Fundos Imobiliários na carteira. A pessoa não precisa começar já com os 15, mas mirar chegar em um número próximo a isso. Segundo ele, o ganho de diversificação é enorme quando se passa de dois Fundos Imobiliários para cinco FIIs. Em contrapartida, com o aumento da quantidade, a diversificação se torna marginal ao passar de 20 fundos para 30, por exemplo.

Entenda a carteira dos FIIs

Existem pelo menos três tipos de Fundos Imobiliários no mercado. Os fundos de tijolo investem em imóveis físicos, como shoppings, galpões e hospitais. Já os Fundos Imobiliários de papel aplicam em ativos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário, como LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Por fim, há os fundos de fundos que podem ter de tudo um pouco. Atualmente, esses são os FIIs mais comuns do mercado.

Vale a pena entender os ativos que estão em seu fundo imobiliário, pois há FIIs com foco em renda (dar um retorno mensal ao investidor) e outros cujo atrativo é o crescimento (valorização da cota).

Olhe o patrimônio do fundo imobiliário

Diferentemente das ações, onde o investidor costuma olhar o potencial de geração de caixa para analisar a empresa, nos Fundos Imobiliários o patrimônio é um indicador importante. Moraes recomenda que o investidor avalie o valor patrimonial da cota (patrimônio dividido pelo total de cotas do fundo), um cálculo que muitas corretoras e casas de análise já te entregam pronto.

O objetivo é achar boas oportunidades. Ou seja, encontrar dentre as centenas de fundos quais estão com o preço da cota inferior ao valor patrimonial da cota.

Conheça o gestor

Ainda antes de olhar a rentabilidade, entenda quem é o gestor por trás das decisões daquele fundo. Assim você consegue entender quais foram as escolhas dele em momentos bons e ruins do mercado.

Rentabilidade do fundo imobiliário

Por fim, analise a rentabilidade de diversos FIIs. Além de comparar os FIIs entre si, sempre equipare o retorno aos fundos que você já tem em carteira e aos mercados relacionados. Vale lembrar que investir em fundo imobiliário é mais arriscado do que investir em renda fixa tradicional, como o Tesouro Direto, por exemplo. Se o fundo historicamente tiver um retorno de 4% ao ano enquanto a renda fixa com inflação supera isso, talvez o risco não valha o investimento.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.