FIIs: escritórios comerciais devem se recuperar em 2021

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: FIIS: o que são fundos de investimento imobiliário e como adquirir?

A pandemia do novo coronavírus impactou diretamente o setor imobiliário e consequentemente os Fundos Imobiliários (FIIs).

Segundo a JLL, especializada em imóveis corporativos, o número escritórios desocupados estava em um patamar que não se via desde o início da década passada, algo em torno de 13,6%, de acordo com reportagem do Estadão.

O coronavírus fez a taxa de desocupação saltar mais de 50% em nove meses, sendo projetada para o final do ano em 20,9%.

Cabe frisar que o índice só não é pior porque as construtoras adiaram a entrega de boa parte dos imóveis previstos para 2020.

Além disso, muitas empresas estão fazendo as contas para identificar qual será o tamanho ideal do imóvel após a  adoção mais permanente do home office.

De acordo com a diretora da área de transações da JLL, Mônica Lee, os dados do setor de 2021 devem ser influenciados também por inaugurações. “O fato é que a situação das empresas ficou mais difícil. E, sem dúvida, muitas delas estão reavaliando os custos com escritórios”, afirma.

Conforme pesquisa da KPMG, várias empresas só pretende voltar ao escritório no próximo ano. Esse movimento foi anunciado por exmplo pela XP e o Google.

O Banco do Brasil vai devolver 38% dos escritórios; o Itaú faz um estudo sobre o tema; e o laboratório Fleury decidiu concentrar toda a operação de São Paulo em um edifício a ser inaugurado em 2022 e vai apostar fortemente no home office.

Apesar de o cenário para o mercado de escritórios ser negativo, o executivo André Freitas, da Hedge Investments, acredita na força de imóveis corporativos (altíssimo padrão). “A valorização real de 50% que a gente previa nos próximos cinco anos não vai mais acontecer. Isso talvez caia a 20% ou 30%.”

Retorno aos escritórios

Devido as incertezas associadas a pandemia, o retorno dos escritórios comerciais continua sendo adiado, conforme dados da KPMG. Aproximadamente 26% dos empresários entrevistados entre junho e julho acredita que a volta aos escritórios ficará mesmo para 2021.

Na primeiro levantamento (abril e maio), apenas 9% acreditava que o retorno seria somente em 2021.