FIIs: HGCR11 entra na carteira de corretora em julho; KNIP11 sai

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: FIIs: corretora atualiza carteira para julho; entra HGCR11 e sai KNIP11

Corretora de investimento atualiza sua carteira recomendada de Fundos Imobiliários (FIIS) para o mês de julho.

Para o analista Renan Miranda, os destaques positivos foram para os FIIS do segmento de galpões logísticos e os híbridos, com ênfase nos fundos XP Log, CSHG Renda Urbana e Vinci Logística

“Estes apresentaram performance de 13,6%, 11,0% e 10,5%, respectivamente”, informou.

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Já no campo negativo, os fundos Kinea Índice de Preços e RBR Alpha Multiestratégia caíram 1,8% e -1,6%, respectivamente.

Segundo a empresa, a performance da carteira recomendada foi de 8,3% no mês de junho (2,7 p.p acima do IFIX e 3,6 p.p acima do XPFI).

Com isso, a carteira acumula a performance de 24,5% nos últimos 12 meses (17,7 p.p acima do IFIX e 18,9 p.p acima do XPFI).

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Carteira: entra HGCR11

De acordo com a gestora, entrou na carteira o CSHG Recebíveis (HGCR11). Este fundo tem por objetivo o investimento em CRIs.

Atualmente, possui 70,6% do seu portfólio alocado em CRI corporativo, 11,7% em ativos de renda fixa e 17,2% em FIIs (BARI11, SPVJ11, entre outros).

Apesar da grande alocação em ativos considerados não alvos, a gestão vem trabalhando ativamente na alocação dos recursos levantados na última emissão de cotas.

Para corretora, a carteira do fundo possui baixo risco dado o LTV médio de 57,6% e 37% dos credores com rating acima de “A”.

Adicionalmente, o portfólio possui alocação de 40% em IPCA, 57% em CDI e 3% em IGP-M.

Carteira: sai KNIP11

O Kinea Índice de Preços (KNIP11) deixou a carteira de corretora para o mês de julho.

Trata-se de um fundo dedicado aos investimentos em ativos de renda fixa com lastro imobiliário, especialmente CRIs indexados à inflação.

O portfólio do fundo está atualmente alocado em 97,5% em CRIs atreladas à inflação e o restante em caixa.

A razão da saída se dá, segundo a gestora, devido à combinação de inflação em patamares baixos e controlados (principalmente o IPCA) e alocação do portfólio do fundo majoritariamente em ativos atrelados ao IPCA (95,5% da carteira).

Diz-se acreditar que a distribuição de dividendos do fundo deve continuar pressionada no curto e médio prazo.

Carteira: composição

A corretora manteve a composição da carteira devido às preocupações quanto a recuperação da economia após a crise da Covid-19.

“Dada às incertezas quanto ao crescimento econômico e da restrição de fluxo de pessoas, continuamos conservadores com o segmento de shopping centers”, disse.

Isso por conta da alta exposição em papéis mais defensivos, de menor risco e volatilidade como o segmento de recebíveis e galpões logísticos.

Desse modo, a distribuição entre os segmentos segue com as maiores alocações em Recebíveis (32,5%), Logística (30,0%), Híbridos (15,0%), Shopping Centers (10,0%), Lajes Corporativos (7,5%) e Fundo de Fundos (5,0%).

FIIS Recebíveis

Segundo corretora, os fundos de Recebíveis representam 32,5% da carteira.

A gestora credita a estes ativos bom rendimento e menor risco de perda de patrimônio como ótima alternativa para diversificação e mitigação de risco.

“Principalmente em períodos de alta volatilidade do mercado”, frisou.

Apesar da perspectiva de uma inflação e juros menores no curto e médio prazo, a corretora diz continuar vendo retornos atrativos nesse tipo de fundo.

FIIS Logísticos

Já os ativos logísticos representam 30,0% da carteira. Eles apresentam menor volatilidade por conta do tempo curto de construção, reduzindo o risco de execução e oscilação nos preços.

“A renda trazida por esses ativos apresenta estabilidade e um menor risco no curto prazo. Adicionalmente, esse segmento apresenta perspectiva favorável devido ao forte crescimento do e-commerce”, destacou.

E acrescentou que o segmento vem demandando volume crescente de ativos logísticos localizados próximos às grandes regiões metropolitanas.

FIIS Híbridos

Os fundos híbridos representam 15,0% da carteira e possuem investimento em mais de uma classe de ativos.

Essa característica se torna interessante para os investidores dado que os fundos híbridos tendem a ter menor nível de risco por conta de sua diversificação de tipo de ativos e inquilinos.

Shopping Center

Os fundos de Shopping Center representam 10,0% da carteira. Com a diminuição do fluxo de pessoas decorrente do coronavírus, o segmento é o mais impactado.

“Não descartamos a possibilidade de possíveis concessões aos lojistas como descontos não recorrentes e eventual aumento na inadimplência que podem levar a queda nos rendimentos distribuídos no curto prazo”, diz corretora.

Lajes Corporativas

Os fundos de Lajes Corporativas representam 7,5% da carteira e apesar de otimistas em relação à melhora operacional dos edifícios corporativos de alto padrão, especialmente aqueles localizados nas principais regiões comerciais de São Paulo, diz-se enxergar esse efeito já sendo precificado em grande parte dos fundos.

Fundo de Fundos

Os Fundo de Fundos representam 5,0% da carteira e apostam em explorar ineficiências de mercado e assimetrias de risco/retorno entre os FIIs listados em bolsa.

Além disso, usam sua expertise para balancear a exposição de suas carteiras a segmentos específicos de acordo com o momento e perspectiva de cada setor.

O mês de junho

Para corretora, o mês de junho foi marcado pela retomada gradual das atividades no Brasil e no mundo após a flexibilização da quarentena e reabertura do varejo brasileiro.

No entanto, o Brasil ainda enfrenta um momento delicado com o número de casos ainda em trajetória ascendente.

“Em nossa visão, o cenário ainda está cercado com alto grau de incerteza referente à recuperação da economia e da curva de contaminação da Covid-19”, disse.

Entretanto, pelo lado econômico, os economistas continuaram revisando para baixo suas projeções macroeconômicas.

De acordo com o último relatório Focus do Banco Central, o consenso de mercado estima uma queda de 6,5% para o PIB (Produto Interno Bruto).

Isso equivale a 60 bps abaixo do mês anterior e a inflação continua pressionando em patamares baixos com IPCA em 1,6% e IGP-M em 5,5% para 2020.

Volume de investidores

Levantamento indica que o número de investidores em Fundos Imobiliários atingiu o patamar de 848 mil pessoas físicas em maio de 2020, elevação de 3,7% frente ao mês anterior.

O IFIX

Após a queda acentuada no primeiro trimestre do ano, o IFIX continuou sua trajetória de alta e apresentou elevação de 5,6% em junho após a alta de 2,1% em maio.

Ainda, o índice XPFI (índice de Fundos Imobiliários da XP) apresentou alta de 4,7% em junho, enquanto o XPFT (índice de Fundos Imobiliários de tijolo) apresentou alta de 5,9% e XPFP (índice de Fundos Imobiliários de papel) apresentou alta de 3,9%.

“Na primeira quinzena do mês, observamos que os investidores assumiram posição de menor aversão ao risco após a divulgação de dados econômicos melhores que o esperado”, analisou.

Correção de preços

De acordo com a corretora, após a forte correção nos preços dos Fundos Imobiliários no primeiro trimestre do ano devido à crise após o aumento do contágio da Covid-19, e da consequente maior aversão ao risco, o mês de junho apresentou forte recuperação dos preços dos Fundos Imobiliários com o IFIX apresentando alta de 5,6%.

Já o XPFI (índice de fundos imobiliário da XP) apresentou a performance de 4,7% frente os 2,5% do mês anterior.

Nos últimos doze meses, o IFIX proporcionou retorno de 6,9% e o índice XPFI de 5,7%.