FII: VISC11 reavalia imóveis do Fundo; TEPP11 comunica renegociações de contratos

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Pixabay

A Vinci Real Estate, na qualidade de gestora do fundo de investimento imobiliário (FII) Vinci Shopping Centers (VISC11), comunicou que os imóveis do Fundo, com exceção do RibeirãoShopping, foram reavaliados a mercado resultando em um valor 5,5% inferior ao valor contábil dos referidos imóveis em 17 de setembro de 2020.

Segundo o comunicado, isso representa uma variação negativa de, aproximadamente, 4,6% de sua cota patrimonial.

“A reavaliação dos imóveis nesta data teve caráter extraordinário com o objetivo de capturar os efeitos da pandemia de Covid-19 no portfólio do Fundo, uma vez que a última avaliação havia sido realizada em dezembro de 2019 e não refletia o atual cenário do segmento de shopping centers pós-pandemia”, informou a gestora.

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A reavaliação extraordinária, realizada após a reabertura de todos os shopping do portfólio, não elimina a avaliação periódica dos imóveis do Fundo realizada ao final de cada ano.

A gestora informou ainda que, até que o cenário do segmento de shopping centers no país se normalize, a gestão poderá realizar novas avaliações extraordinárias dos imóveis do Fundo caso julgue que o valor contábil dos shopping do Fundo não reflita a realidade de mercado.

TEPP11 comunica renegociações de contratos

O FII Telus Properties (TEPP11) representado por seu administrador Brl Trust, informou sobre as renegociações dos contratos de aluguéis dos ativos imobiliários integrantes do Fundo, conforme segue:

  • A Tivit Terceirização de processos, serviços e tecnologia informou sobre a intenção de realizar a rescisão parcial do contrato de locação. A devolução será equivalente a uma área total de 2.168,16 m2 . Sendo que se concretizada a referida saída, a Tivit pagará ao Fundo uma multa estabelecida em contrato dividida em cinco parcelas iguais;
  • Notificação pelo Dia Brasil, locatária no Edifício Passarelli, equivalente a uma área total de 677,56 m2 . Se a saída for concretizada, o Dia pagará ao Fundo a multa estabelecida no contrato;
  • Término de contrato com a Lopesco, locatária no Edifício Passarelli, equivalente a uma área total de 509,73 m2;
  • Término de contrato com a Construtora Passarelli, locatária no Edifício Passarelli, equivalente a uma área total de 170,43 m2;
  • Extensão de contrato com o ART, locatário no Edifício Torre Sul,  da qual o Fundo possui 62,5%. O contrato será vigente até dia 31 de dezembro de 2025;
  •  Extensão e repactuação de contrato com o Banco Santander, locatário no Edifício Torre Sul, da qual o Fundo possui 62,5%. A vigência do contrato será até dia 30 de abril de 2025;
  • Renovação de contrato com a Leao Alimentos, locatária no Edifício Passarelli. As partes resolveram prorrogar o prazo de vigência da locação por um período adicional de 60 meses com novo término em 1º de setembro de 2025.
  • Renovação de contrato com a Associação dos Laboratórios de sistemas integráveis tecnológicos, locatária no Edifício Passarelli. O novo término do período adicional será 30 de abril de 2023;

A administrado informou que a receita de locação terá um impacto negativo nos próximos meses de aproximadamente 9%.

Como resultado, isso provocará uma redução de aproximadamente R$0,08 por cota na distribuição de rendimentos.

AIEC11 informa sobre arbitragem promovida pela Dow Brasil

O FII Autonomy Edifícios Corporativos (AIEC11) comunicou que em 9 de setembro o Gestor do Fundo tomou conhecimento de instituição de arbitragem promovida pela Dow Brasil buscando discutir o contrato atípico de locação e outras avenças, celebrado em 31 de julho de 2007.

Segundo o gestor, o pedido da Dow é contrário à consolidada doutrina e jurisprudência sobre contratos de built-to-suit. Além de infundado, oportunista e expressamente contrário aos termos acordados no contrato.

No entendimento do Gestor, a notificação inclui uma série de pedidos contraditórios. Entre eles a redução do aluguel e a redução de multa no caso de rescisão antecipada.

Os advogados da Dow atribuem a medida a uma perda em torno de R$ 17,3 milhões ao longo dos próximos 53 meses. O que representaria cerca de 3,6% do patrimônio líquido do Fundo.

O Gestor do fundo informou que buscou, ao longo dos últimos dias, composição com a DOW. No entanto, não teve sucesso ou indicativo de composição futura. Por esta razão, o Gestor discutirá o assunto na arbitragem.

PQAG11 realizará consulta para deliberar sobre a transferência de administração do Fundo

A Finaxis, na qualidade de administradora do FII Parque Anhanguera (PQAG11) informou que realizará consulta formal para deliberar sobre a transferência de administração do Fundo para a Hedge Investments DTVM Ltda.

O pedido foi feito por cotistas titulares de mais de 5% das cotas emitidas do Fundo.