FII Summit: pandemia mostra resiliência de fundos de imóveis

Matheus Miranda
Colaborador do Torcedores
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Crédito: FII Summit - reprodução

A pandemia, apesar dos prejuízos, revelou uma capacidade de resiliência dos Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs). Mas, enquanto os papéis ligados ao setor residencial conseguiram bons resultados, os de hotéis buscaram formas de se reinventar para enfrentar. O tema foi discutido no terceiro dia do FII Summit.

Veja a transmissão na íntegra

Carolina Burg, CEO JFL Living, ressaltou que o setor de lajes corporativas e residenciais de pequeno porte sofreram. No entanto, houve grande demanda para empreendimentos de espaços maiores. Tudo por causa do isolamento social na pandemia. O consumir deu mais valor a ficar em casa, mas também buscou a qualidade.

“O prazo médio dos nossos contratos subiu. Em um primeiro momento, houve uma vacância, mas depois o setor se recuperou, teve uma retomada grande”, disse ela.

Ela ressaltou que alguns empreendimentos foram abertos ao em meio à pandemia. E mesmo assim, a ocupação foi alta.

Momento é de investir

Rodrigo Resende, diretor de Comunicação, Marketing e Novos Negócios da Luggo, ressaltou que o momento atual é de apostar no investimentos em fundos imobiliários. Isso porque os valores das cotas estão ainda com o preço abaixo da média. Mas já há uma perspectiva de recuperação. Daí, os valores voltarão a subir

Ele explicou que muitos imóveis estão abaixo do valor patrimonial. Mas os preços voltarão a subir, ainda que seja pelo custo da construção. O que irá pressionar as margens.

“As taxas de juros ainda estão baixas e isso impulsiona a demanda. Os Fundos Imobiliários são uma excelente opção de investimento e mostraram muita resiliência”, comentou

Hotéis já veem retomada

Diogo Canteras, sócio fundador da HotelInvest, reconheceu o momento é delicado para o segmento hoteleiro.

No entanto, ressaltou que há previsão de conseguir ver uma retomada até o fim do ano. Esse cenário deve permanecer em 2022. E para 2023, a perspectiva é de que o segmento tenha um desempenho semelhante ao período pré-pandemia.

Além disso, os hotéis buscaram formas de se reinventar nesse período. Ele deu o exemplo de alguns hotéis no Rio de Janeiro. Estes empreendimentos foram usadas por companhias de petróleo que precisaram fazer uma quarentena de funcionários antes de embarca-los em plataformas.

“A visão é que por volta de agosto ou setembro, nós possamos parar de perder dinheiro com os hotéis. A partir daí, esperamos uma recuperação”, disse. A maior dificuldade será com relação à hotelaria de negócios porque estes dependem de congressos e eventos. Mas ainda assim, deverão ter uma recuperação, embora seja em um ritmo mais lento.