FII Summit: último dia tem debate sobre setor de shoppings, hoteleiro e novas oportunidades

Yolanda Fordelone
Colaborador do Torcedores

O FII Summit 2021 finalizou os três dias de evento com chave de ouro e muito debate com nomes de peso.

O terceiro e último dia evento começou esclarecendo um ponto que, para muitos, ainda é desconhecido: a presença do BNDES em projetos com ativos imobiliários públicos. O palestrante convidado foi Osmar Lima, chefe do Departamento de Estruturação de Projetos Imobiliários do BNDES, e que trabalha no órgão há mais de dez anos.

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No painel “A estruturação de projetos com ativos imobiliários públicos“, Lima apresentou o outro lado da instituição.

“A maior parte das pessoas conhece o BNDE financiador, o banco de desenvolvimento que empresa dinheiro para as empresas. O que poucos conhecem é o braço que presta assessoria técnica aos entes públicos na estruturação de bons projetos”, revelou.

Shoppings e hoteis

A pandemia de Covid-19 pegou muitos setores de surpresa. Os fundos de shoppings e hoteis entram nesta lista.

Foram dois painéis dedicados aos segmentos: “FIIs de shopping: perspectivas e oportunidade durante recuperação” e “Tendências para FIIs nos setores de hotelaria e residencial“.

Com o novo recrudescimento da pandemia da Covid-19 no Brasil, os FIIs de shoppings seguem pressionados pelas medidas de distanciamento social. O que, consequentemente, compromete os rendimentos dos cotistas.

No entanto, diferentemente de 2020, o cenário, agora, se torna mais previsível, já que a vacinação está em curso, mesmo que em ritmo mais lento do que o desejado. Com isso, é aguardada uma forte retomada dentro de um prazo de curto para médio.

E isto é positivo tanto para quem já possui cotas de FIIs de shoppings como também para quem deseja investir neste tipo de ativo, já que há uma boa janela de oportunidade.

Já os Fundos Imobiliários de hotéis buscaram formas de se reinventar para enfrentar a crise. Diogo Canteras, sócio fundador da HotelInvest, deu o exemplo de alguns hotéis no Rio de Janeiro. Estes empreendimentos foram usadas por companhias de petróleo que precisaram fazer uma quarentena de funcionários antes de embarca-los em plataformas.

O especialista reconheceu o momento é delicado para o segmento hoteleiro.

No entanto, ressaltou que há previsão de conseguir ver uma retomada até o fim do ano. Esse cenário deve permanecer em 2022. E para 2023, a perspectiva é de que o segmento tenha um desempenho semelhante ao período pré-pandemia.

Operar vendido em FIIs

Mas você sabia que já é possível alugar FIIs? A operação, liberada pela B3 desde novembro, é chamada de operar vendido (ou shorts), e oferece alguns riscos, principalmente para quem não tem experiência de mercado.

Para explicar os prós e contras da novidade do segmento de Fundos Imobiliários, o painel “Operar vendido em FIIs: o que você precisa saber sobre essa operação de risco” trouxe especialistas no tema.

Na visão de Roberto Varaschin, sócio e cofundador daEQI Investimentos, a opção de operar vendido em FIIs, por enquanto, ainda está engatinhando no Brasil, especialmente entre as pessoas físicas.

“Clientes têm ligado até pouco para falar sobre esse tema, pois ainda não entrou na mídia, mas, quando vem, vem em lote. Ainda não está em 5, 6, 7%. Muito incipiente. Quem está fazendo isso são os institucionais. O varejo ainda não chegou”, diz.

O executivo se posicionou favoravelmente à abertura desse novo caminho pela B3 e apostou que, quando o assunto tiver um alcance maior, trará benefícios ao mercado. “Operar vendido ou entrar no aluguel de uma cota de FII tende a trazer mais liquidez e deixar o mercado mais maduro. Não tem como não ser positivo. Esse ano vamos ver cada vez mais esse tipo de operação”, completou.

Bate papo com gestores

Os três dias de debates do FII Summit se encerrou com nomes de peso, os gestores, comentando sobre o mercado de FIIs. O painel “Bate papo com os gestores” trouxe a tona a importância da estão em tempos de crise.

“A pandemia foi um teste de estresse, mas os ativos performaram muito bem. Tivemos um resultado positivo de ver a resiliência das propriedades e dos fundos de CRIs. O nível de inadimplência foi super controlado”, afirmou Felipe Solzki, potfolio maganer imobiliário da Galápagos Capital,

Gestores costumam traçar cenários de estresse ao montar um fundo e comprar ativos. “Em todo caso, nenhum cenário, de nenhum gestor, previa o tamanho desta pandemia”, lembra Flávio Cagno, sócio e gestor dos Fundos Imobiliários de CRIda Kinea Investimentos.

Em meio a muitas mudanças no mercado, gestores também enxergam oportunidades. Uma delas diz respeito a fundos que aplicam em imóveis de locação para pessoa física.

“O mercado deve trazer novidades no mundo de FIIs. Uma delas são os fundos para investimentos imobiliários em prédios residenciais, edifícios criados para locação de famílias. É algo interessante quando a gente pensa em diversificação”, diz Haaillih Bittar, managing director da Tishman Speyer.

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