FII Summit: Bate papo com gestores aponta oportunidades em FIIs

Yolanda Fordelone
Colaborador do Torcedores

Os três dias de debates do FII Summit se encerrou com nomes de peso, os gestores, comentando sobre o mercado de Fundos Imobiliários (FIIs). O painel trouxe a tona a importância da estão em tempos de crise.

Participaram do painel Felipe Solzki, potfolio maganer imobiliário da Galápagos Capital, Flávio Cagno, sócio e gestor dos fundos imobiliários de CRI da Kinea Investimentos, e Juliano Custodio, CEO EQI Investimentos. A conversa também teve participação especial de Haaillih Bittar, managing director da Tishman Speyer.

“A pandemia foi um teste de estresse, mas os ativos performaram muito bem. Tivemos um resultado positivo de ver a resiliência das propriedades e dos fundos de CRIs. O nível de inadimplência foi super controlado”, afirmou Solzki logo no início do painel.

Gestores costumam traçar cenários de estresse ao montar um fundo e comprar ativos. “Em todo caso, nenhum cenário, de nenhum gestor, previa o tamanho desta pandemia”, lembra Cagno.

Além do controle de risco, os gestores afirmaram que outra mudança importante foi a maior proximidade com o locatário e muito amis ativo, com muito mais proximidade com o locatário e devedores.

“Quem acreditou que o default não viria fez grandes investimentos e ainda tem oportunidades por aí”, avalia Juliano Custodio.

CRI

Boa parte do tempo do painel foi dedicada a discutir os investimentos em CRIs. Flávio Cagno resumiu o produto de uma maneira simples: “O CRI é um financiamento imobiliário que pode ser baseado em um ativo que vai ser construído ou em um ativo existente, como um shopping ou um galpão”.

Historicamente, o mercado imobiliário busca recursos com os bancos e estes tem lastro do dinheiro com a poupança. O problema é que havia um descasamento de prazos já que a poupança tem liquidez (o investidor pode sacar a qualquer hora) e os financiamentos costumam ser de longo prazo.

“O CRI foi criado para alongar esses prazos, mas no início a pessoa física não quis alongar tanto o investimento. Isso mudou com os fundos de CRI”, explica Felipe Solzki.

Segundo ele, os FII de CRI serão cada vez mais um instrumento importante no financiamento imobiliário do país, pois conseguem aliar um gestor profissional que alonga os prazos das operações com a liquidez do mercado secundário para o investidor pessoa física.

Oportunidades

Em meio a muitas mudanças no mercado, gestores também enxergam oportunidades. Uma delas diz respeito a fundos que aplicam em imóveis de locação para pessoa física.

“O mercado deve trazer novidades no mundo de FIIs. Uma delas são os fundos para investimentos imobiliários em prédios residenciais, edifícios criados para locação de famílias. É algo interessante quando a gente pensa em diversificação”, diz Haaillih Bittar.

Além disso, Cagno afirma que a queda dos juros básicos da economia (Selic) nos últimos fez com que Fundos Imobiliários pós-fixados ficassem descontados. “É uma oportunidade para quem tem mais a visão de ganho de capital e menos de ganho de dividendos”, resume.

Mais FII Summit