FII: RBVA11 atualiza sobre liminar do Santander; TRNT11 comunica inadimplência de locatárias

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.

Crédito: Wikipédia

A Rio Bravo Investimentos, administradora do FII Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11), informou sobre a atualização dos 28 processos judiciais ajuizados pelo Banco Santander em face do fundo.

Após esforços por parte dos advogados constituídos, para a revogação de liminares aceitas e rejeição daquelas ainda não apreciadas, a Rio Bravo teve um cenário totalmente favorável ao fundo, com todas as 28 liminares rejeitadas e nenhuma liminar deferida.

Como passo seguinte, o Santander teve a possibilidade de recorrer das decisões via pedido de reconsideração da decisão e/ou agravo de instrumento.

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Até a quinta-feira (13), dos 28 agravos submetidos pelo Santander, o Tribunal de Justiça de São Paulo já se manifestou em 16, sendo que todas as manifestações foram favoráveis ao fundo.

Sobre a notificação extrajudicial enviada pelo Santander, informando sobre a sua intenção de não renovação de 26 contratos de locação firmados com o fundo, a Rio Bravo destacou que “a não renovação dos contratos de locação em seus vencimentos não implica em qualquer impacto nas receitas imobiliárias do fundo, por consequência nas distribuições de resultados, de forma imediata e até o fim de sua vigência entre dezembro de 2022 e julho de 2023.”

Desse modo, os contratos de locação continuam em vigência até os prazos de vencimento.

A administradora informou ainda que o fundo segue recebendo as receitas de aluguéis do Santander, de maneira integral.

Além disso, não há qualquer sinalização ou notificação por parte do Santander sobre devolução antecipada de nenhum dos imóveis que ocupa.

 

TRNT11 comunica inadimplência de locatárias

A BTG Pactual, na qualidade de administradora do FII Torre Norte (TRNT11), comunicou que até a sexta-feira (14) o fundo não havia recebido de algumas locatárias o pagamento do aluguel.

De acordo com a administradora, os valores representam um impacto negativo no resultado do fundo correspondente a, aproximadamente, R$ 0,24 por cota.

O fundo informou que cobrará os devidos encargos moratórios e multa aplicáveis sobre os valores inadimplidos e, após o recebimento do devido valor, este será distribuído aos cotistas do fundo.

A administradora ressaltou que analisa em conjunto com o consultor imobiliário a situação das locatárias caso a caso.

A análise tem o objetivo de manter a relação do fundo com as locatárias após o período da pandemia, prezando sua permanência bem como a saúde financeira do fundo.