FII: IFIX fecha segunda semana de julho em queda de 0,91%

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Pixabay

Na sexta-feira (17) o IFIX fechou no zero a zero com queda de 0,07%, aos 2.741,64 pontos.

Em mais um dia de poucas oscilações, a mínima para o índice de FIIs hoje foi de 2.741,25 pontos. Já na máxima, o índice atingiu os 2.749,93 pontos.

Do mesmo modo, a segunda semana de julho seguiu em tendência de queda, com recuo de 0,91% na semana.

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No acumulado de julho, o índice registra uma desvalorização de 2,3%. Já no ano, a queda é de 14%.

Altas

As maiores altas na carteira do IFIX para hoje foram puxadas pelos seguintes fundos: Edifício Almirante Barroso (FAMB11B), Brazil Realty (BZLI11), BB Progressivo (BBFI11B), Via Parque Shopping (FVPQ11), Parque Dom Pedro Shopping Center (PQDP11).

Na direção contrária, as quedas mais relevantes foram seguintes FIIs: Pátria Edifícios Corporativos (PATC11), CSHG Prime Offices (HGPO11), Capitânia REIT FOF (CPFF11), JHSF Rio Bravo Fazenda Boa Vista (RBBV11) e BB Renda Corporativa (BBRC11).

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A movimentação financeira para o dia foi de R$ 229,71 milhões.

Veja o gráfico do dia

Fonte: B3

FII: Maiores Altas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
FAMB11B3.215,003,71%
BZLI1114,933,32%
BBFI11B2.254,002,45%
FVPQ11169,002,42%
PQDP113.112,002,03%

 

FII: Maiores Baixas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
PATC1186,53-2,99%
HGPO11207,00-2,07%
CPFF1180,30-1,83%
RBBV1191,00-1,78%
BBRC11143,90-1,73%

IFIX versus ações

Criado pela Bolsa brasileira, o IFIX tem por objetivo medir a performance de uma carteira.

Trata-se de uma composição de cotas de Fundos Imobiliários que são listados para negociação nos ambientes administrados pela bolsa. Entretanto, esse indicador costuma variar bem menos que o próprio Ibovespa.

Em comparação à bolsa, nesta sexta-feira, o conjunto de fundos de investimentos imobiliários registrou uma desvalorização frente ao principal índice da bolsa, que subiu 2,32%.

Veja a movimentação de fundos

As operações apuradas no mercado imobiliário evidenciam quedas nas vendas de abril e maio, mas que foram amenizadas ao longo de junho, despertando otimismo entre empresários e analistas, conforme informou o jornal O Estado de S.Paulo.

Dessa forma, a recuperação em “V” pode estar a caminho de se tornar realidade no mercado imobiliário de São Paulo.

Os dados de junho ainda estão sendo computados, mas os dados preliminares apontam que as vendas já chegaram a 85% do esperado para o mês.

“É um resultado espetacular para este momento em que ainda há receio de sair de casa e o atendimento tem restrições de horário e fluxo”, avalia o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Basílio Jafet.

Alguns fatores contribuíram para a melhora das vendas em junho. Primeiro, vem a redução média da taxa de juros de financiamento.

O mercado estima que a redução de cada ponto porcentual nos juros represente um desconto de 8% na parcela do financiamento.

De acordo com o Credit Suisse, os imóveis estão relativamente baratos, uma vez que a alta de preço não acompanhou a inflação. Pelos cálculos do banco, isso resultou numa desvalorização média de 25% nos últimos cinco anos das moradias nas capitais.