FII de CRI: veja como funciona esse tipo de fundo imobiliário

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: FIIS: fundos CRI são conhecidos também por fundos de papel e estão em alta

Classificados no mercado como fundos de papel, os Fundo de Investimento Imobiliário (FII) baseado em CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é um dos principais segmentos do mercado, responsável por uma movimentação de R$ 20 bilhões por ano. Do total de 220 FII listados na bolsa de valores (B3), 63 são fundos que tem esse título como ativo.

Além de CRI, a carteira pode incluir outros papéis como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Hipotecárias.

Os vencimentos dos papéis normalmente são de médio e longo prazo e pagam uma taxa de juros mais um indexador, como IGP-M e IPCA, ou CDI.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

De acordo com CEO do Clube do FII, Rodrigo Cardoso de Castro, as emissões de CRI totalizaram, em 2019, R$ 21,84 bilhões, o que representou um crescimento de 138,9% em comparação com 2018. No final de 2019, o estoque total de CRIs estava em R$ 86,15 bilhões.

 

FIIS: fundos CRI são conhecidos também por fundos de papel e estão em alta

Atrativos do FII de CRI

Um dos atrativos de FII de CRI é ser um investimento que mistura renda fixa com renda variável, uma vez que acompanha a rentabilidade desses títulos de crédito privado ao mesmo tempo que se pode ganhar com a valorização da cota, que é negociada em bolsa de valores.

Para o executivo, investir em CRI via Fundos Imobiliários é muito mais vantajoso do que comprar o título de forma direta.

Isso porque tem mais opções e se alcança grande diversificação com poucos recursos, uma vez que os fundos reúnem diversos títulos.

CRI são lastreados em imóveis

FII de CRI são recomendados para balanceamento de carteiras

Outra vantagem é que a administração fica por conta de um gestor profissional – estudar o risco de crédito de um CRI necessita grande conhecimento técnico.

Além disso, a liquidez no mercado secundário para pessoa física é bem restrita. A venda antes do prazo final pode implicar em perda de rendimentos.

Balanceamento de carteira

Cardoso de Castro destaca que os fundos de CRI são interessantes também para balancear as carteiras e recomenda que façam parte dos investimentos em FII de uma forma geral.

Outro aspecto positivo é a segurança. Os títulos têm lastro em um imóvel, que o devedor perde se não pagar a dívida.

De acordo com especialistas, os fundos de papel como CRIs são os mais promissores no momento, junto com os FII de tijolos de galpões logísticos, estes últimos impulsionados recentemente por conta da expansão do e-commerce durante a pandemia. Estão garantindo uma rentabilidade de 6% a 8% em média acima da inflação.

Rentabilidade

Confira a rentabilidade dos 25 maiores FII de CRI do IFIX (índice da bolsa que mede o desempenho de um conjunto de fundos) em número de cotistas, neste ano, até 20 de julho, segundo levantamento do Clube do FII. E, abaixo, o ranking dos cinco melhores.

  • Variação da cota (2020) = -15,45%
  • Variação da cota seis meses = -13,69%
  • Variação da cota 12 meses = -10,91%
  • Yield anual = 7,22%

Ranking 2020

  • OUJP11 (Ourinvest JPP) = -3,81%
  • KNIP11 (Kinea Índices de Preços) = -7,26%
  • UBSR11 (UBS BR Recebíveis) = -7,41%
  • FEXC11 (BTG Pactual Fundo de CRI) = -9,03%
  • MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis Imobiliários) = -9,17%
  • IFIX: -14,60%

Veja também: FIIs: aprenda a aplicar em fundos imobiliários