Fiesp projeta crescimento da indústria acima do PIB em 2020

Gabriela Brands
Profissional com graduação em Jornalismo, pós-graduação em Planejamento em Comunicação e Gestão de Crises de Imagem e em Marketing. Tem experiência sólida em Comunicação Política, Assessoria de Imprensa e Gestão de Crises.

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A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) está otimista quanto ao desempenho do setor para este ano. O economista e assessor de assuntos estratégicos da entidade, André Rebelo, afirmou em entrevista para a Istoé Dinheiro que a indústria deve ter crescimento acima do PIB neste ano.

De acordo com Rebelo, três fatores contribuem para a projeção positiva: juros baixos, câmbio alto e espaço para a produção nacional. Além disso, o economista acredita que setores como agronegócio e mineração sigam liderando a pauta de exportação nacional.

Relações comerciais

Com o propósito de estreitar laços comerciais com outros países, o presidente Jair Bolsonaro se aproximou de diversas nações. Para Rebelo, as viagens de Bolsonaro devem gerar um impacto positivo na indústria nacional, alguns imediatos e outros a longo prazo. “Na China, teremos oportunidade em feiras de importação, no Japão encontraremos um destino para produtos primários. Já os Emirados Árabes serão um grande mercado para alimento, grãos e indústria”, disse, apontando os três países como os que podem trazer um retorno mais rápido para a indústria brasileira.

Ainda assim, Rebelo acredita que a balança comercial brasileira não deve ter muitas mudanças. China, Estados Unidos, Países Baixos, Argentina e Chile devem se manter como os principais parceiros do Brasil.

Ranking que analisa o impacto das regulamentações sobre empresas coloca no Brasil na 124ª posição

A classificação do Brasil no ranking publicado pela Doing Business, do Banco Mundial, também foi tema da entrevista. Conforme Rebelo, a posição 124 entre as 190 economias analisadas reflete um ambiente hostil no Brasil. Ele acredita que em 2019, o país registrou avanços com as mudanças nas leis trabalhistas e Lei de Liberdade Econômica. Mas para superar a posição são necessários investimentos em logística, portos e taxas.