Fiesp aponta que crescimento da Indústria pode superar aumento do PIB no Brasil

Paulo Amaral
null

Crédito: Reprodução/portaldaindustria

André Rebelo, economista e assessor de assuntos estratégicos da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), está otimista com os números do setor no último trimestre de 2019.

Em entrevista para o site IstoÉ Dinheiro, o economista apostou que o crescimento da Indústria pode superar o PIB brasileiro neste ano.

“Teremos um bom período para a construção civil, com retomada forte no Sudeste. Os custos de financiamento habitacional estão contribuindo com este cenário. Também vemos um crescimento no consumo de bens com o crédito para pessoa física se expandindo. O varejo tem alta especialmente nos eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automóveis. Há impactos na venda de vestuário e no setor de supermercados. O crescimento da indústria em 2020 será superior ao do PIB”, cravou.

Na visão de Rebelo, uma série de fatores contribui para o cenário favorável e para sua aposta ser tão positiva.

“Acredito que 2020 é o ano de recuperar o tempo perdido, gerando competitividade no produto nacional e com uma boa estrutura fiscal.  Este será um novo período na economia, que não acontecia desde o plano real. Temos juros baixos, investimentos engavetados, novas formas de financiamento, uma taxa de juros de 4,5% e o câmbio desvalorizado abrindo espaço para exportação”, enumerou.

Exterior

O economista da Fiesp também viu como positivas as recentes viagens do presidente Jair Bolsonaro à China, ao Japão e aos Emirados Árabes. E previu um estreitamento das relações atrelado a um aumento das exportações dos nossos produtos para estes mercados.

“Na China, teremos oportunidade em feiras de importação, no Japão encontraremos um destino para produtos primários. Já os Emirados Árabes serão um grande mercado para alimento, grãos e indústria”.

Rebelo vê a recuperação dos números com relação ao Mercosul e a União Europeia com um pouco mais de cautela. Para o economista, eles virão a longo prazo.

“Os efeitos deste acordo só devem ser sentidos em dez anos, contudo nos próximos três anos veremos redução de algumas alíquotas”, concluiu.


Aproveite o atual cenário econômico do Brasil e aumente a rentabilidade dos seus investimentos.

Deixe seus dados abaixo e conte com a nossa equipe para lhe ajudar.

Se preferir, ligue direto para 4007-2374