Ficar em casa, receita do presidente da Positivo (POSI3) para ajudar a economia

Paulo Amaral
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Crédito: Twitter

Hélio Rotenberg, presidente da Positivo (POSI3), fábrica de tablets, notebooks e computadores, engrossou o coro dos profissionais de saúde ao mostrar sua preocupação com a economia.

Em matéria publicada pelo Estadão Conteúdo, o executivo foi de encontro ao pensamento da maioria dos governantes do planeta sobre a melhor medida a ser adotada durante a pandemia de coronavírus.

“Vamos ficar em casa. Não podemos abrir antes da hora. O sistema de saúde não aguenta. Se abrir antes da hora, as pessoas vão morrer, e vamos ter que fechar de novo”, profetizou, durante reunião online da BTG Pactual.

Rotenberg confirmou que sua empresa tem sofrido demais desde o início da pandemia, informando que 83% dos varejistas que recebem seus produtos estão com as portas fechadas.

Mesmo assim, ressaltou que, agora, não é hora de pensar em dinheiro, e sim em acabar com a pandemia de coronavírus.

“Não adianta abrir e fechar. Fechar agora é uma medida de ajuda à economia. Vamos ficar em casa até que os técnicos possam liberar uma abertura gradual”.

Home office salvou

Durante a reunião virtual de domingo, Rotenberg apenas comemorou a “sorte” que teve em realizar sua emissão secundária de ações (follow on) antes de a pandemia estourar.

O executivo mostrou ainda um certo alívio de ver que empresas e grandes bancos, também preocupadas com o funcionário, aumentaram a demanda de pedidos para que os funcionários pudessem trabalhar em sistema home office. E que está negociando formas de pagamento condizentes com a capacidade de cada comprador.

“Queremos preservar o máximo de caixa. Temos que endurecer sem perder a ternura. Para os pequenos, temos sido mais generosos, negociando mais com os grandes”.

O presidente da Positivo assegurou que ninguém será demitido durante a pandemia e que, no que depender dele, a economia seguirá girando.

“A mudança na legislação trabalhista veio em boa hora. Alguns colaboradores vão para licença, outros terão carga reduzida. Vamos conseguir preservar o emprego, que é o mais importante nessa hora, mas com preservação também da nossa folha de pagamento”, concluiu.

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