FGV: confiança empresarial e do consumidor deve subir em setembro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta terça-feira (15) a prévia das Sondagens, que vem sendo feita excepcionalmente durante o período de pandemia.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) deve ter aumento de 0,8 ponto no mês, chegando a 95,3 pontos.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) deve crescer 2,1 pontos, chegando a 82,3 pontos.

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“Os resultados prévios de setembro sugerem continuidade da tendência de recuperação da confiança empresarial, embora em ritmo mais lento, sob forte influência da indústria”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens.

“A confiança dos consumidores, apesar do discreto avanço no mês, continua muito baixa, retratando insatisfação em relação ao momento presente. A aceleração da confiança dos consumidores nos próximos meses estará condicionada à evolução do mercado de trabalho e à redução da incerteza econômica e na área da saúde. A convergência para níveis considerados normais só deve acontecer em 2021”, afirma.

Sondagens: avaliação atual e futura

O Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E) deve subir 2,7 pontos em setembro, alcançando 91,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Empresarial (IE-E) tende a subir 2,1 pontos, para 98,2 pontos.

Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual (ISA-C) deve avançar 1,3 pontos, para 72,8 pontos, enquanto o indicador que capta as perspectivas para os próximos meses (IE-C) tende a crescer 2,6 pontos para 89,7 pontos.

Reprodução/FGV

Índice e confiança empresarial consolida quatro setores

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Neste mês, com exceção do Comércio, que deve cair 1,2 pontos, os setores da economia tendem a apresentar resultado positivo. O maior destaque é a variação de 7,1 pontos da Indústria de Transformação, que deve recuperar totalmente as perdas do bimestre março-abril e apresentaria o maior nível do Índice de Confiança da Indústria (ICI) desde fevereiro de 2013 (105,8 pontos).

Apesar do avanço de 2,6 pontos, a construção ainda estaria 2,4 pontos abaixo de fevereiro, mas teria recuperado mais de 91% das perdas em março e abril. Já o setor de Serviços continua com ritmo de crescimento lento, com recuperação de apenas 79%.