FGV: valor das exportações aumenta, mas há queda no volume; China é maior influência

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/FGV

A China continua a liderar a contribuição para o aumento do superávit da balança comercial que chegou a US$ 44,4 bilhões no acumulado do ano até julho, informa a FGV nesta segunda-feira (16), em seu Indicador Mensal de Comércio Exterior (Icomex).

Na comparação interanual do mês de julho, as exportações aumentaram, em valor, 31,4% e as importações, 53%. No entanto, o aumento em valor nas exportações é atribuído exclusivamente ao aumento nos preços, 44,9%, pois o volume exportado recuou em 9%.

Nas importações, preços e volume cresceram, mas a variação no volume importado superou 19,6 pontos percentuais a dos preços. Ao longo dos três últimos meses há uma tendência de desaceleração nos volumes transacionados, embora menos acentuada para as importações.

Segundo o relatório, o mês de julho repetiu as tendências observadas nos meses anteriores: exportações lideradas pelo aumento de preços e as importações por variações de volume.

Observa-se, porém, uma desaceleração no volume exportado liderado pela queda nas exportações para China e, em menor intensidade nas importações. Para os próximos meses, o relatório aponta expectativa de que o ritmo de crescimento do comércio se reduza.

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