FGV: sobe confiança do consumidor e comércio

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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A Fundação Getulio Vargas divulgou nesta segunda-feira (25) o resultado das suas Sondagens do Comércio e do Consumo.

E revelou que tanto a confiança do consumidor quanto a confiança do comércio estão aumentando. Apesar disso, os indicadores ainda não conseguiram recuperar as perdas registradas em dois meses de pandemia de coronavírus no país e suas medidas de isolamento social.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC)  subiu 3,9 pontos em maio, para 62,1 pontos. O resultado pode ser interpretado como uma acomodação ao recuperar apenas 13,2% da queda de 29,6 pontos acumulada nos dois meses anteriores.

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Já o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) subiu 6,2 pontos em maio, passando de 61,2 (mínimo da série histórica) para 67,4 pontos. Nos dois meses anteriores, o índice havia acumulado perdas de 38,6 pontos e chegado ao menor nível da série histórica. Com o resultado de maio, o ICOM recuperou apenas 16% da confiança perdida no período.

Consumidor

Segundo Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens, a alta da confiança dos consumidores em maio foi influenciada pela revisão das expectativas, com ligeira redução do pessimismo em relação aos meses seguintes.

“Atualmente, com o orçamento doméstico comprometido pela necessidade de isolamento social, levando a casos de redução de renda por demissão, suspensão de trabalho ou redução proporcional de salários e jornada de trabalho por pelo menos um membro familiar, as famílias de baixa renda são atualmente as que mais sentem dificuldades. A preocupação com o emprego e a incerteza elevada manterão os consumidores cautelosos nos próximos meses”, diz.

O Índice de Situação Atual (ISA), que capta a percepção do consumidor nos dias correntes, recuou 0,6 ponto, para 65 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016 (64,8 pontos), final da crise econômica de 2014 a 2016. O Índice de Expectativas (IE), com as percepções sobre os próximos meses, subiu 6,7 pontos, chegando a para 61,7 pontos. Em abril, o indicador atingiu a mínima histórica de 55 pontos.

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confiança

Confiança do Comércio

Em maio, a confiança subiu em todos os seis principais segmentos do comércio. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 8,4 pontos, para 69,3 pontos. O Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 3,7 pontos e atingiu 66,9 pontos. Este foi o segundo menor valor da série histórica iniciada em março de 2010.

“Apesar da alta no mês, esse resultado pode ser visto como uma acomodação em patamar muito baixo. Isto porque esse resultado positivo recuperou apenas 16% da confiança perdida”, pondera Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio.

“Ainda não é possível observar cenário de recuperação consistente. Isto devido ao elevado nível de incerteza e à grande cautela por parte dos consumidores. Eles informam estarem comprando apenas o essencial neste momento”, complementa.

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