FGV: incerteza da economia sinaliza desaceleração na tendência de quedas

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Pixabay

A prévia do Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) sinaliza uma queda de 1,8 ponto em outubro, para 144,0 pontos.

O resultado representaria uma desaceleração da tendência de queda em relação ao mês passado.

Após o sexto mês em queda, o IIE-Br devolveria 70% da alta de 95,4 pontos observada no bimestre março-abril.

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Transição

“Após ensaiar uma aceleração da tendência de queda no mês anterior, o Indicador de Incerteza volta a andar de lado nesta prévia de outubro”, diz Anna Carolina Gouveia, Economista da FGV IBRE.

“A modesta queda da incerteza tem relação com o vai e vem das notícias sobre a pandemia de Covid-19 ao redor do mundo, os resistentes números da pandemia no Brasil e a dificuldade em realinhar o discurso político e econômico”, acrescenta.

Ela conclui: “Isso somado à transição de fases da economia após as medidas excepcionais de emprego, renda e produção. Por fim, o componente de expectativas voltou a subir no mês indicando a imensa dificuldade de se prever variáveis como Câmbio, Juros-Selic e Inflação no momento. ”, afirma

Patamar anterior à crise

O componente de mídia recuou 4,4 pontos na prévia, para 125,6 pontos, nível ainda elevado em termos históricos, mas já começando a se aproximar do patamar anterior à crise.

Já o componente de expectativas voltou a subir, 9,9 pontos, após quatro quedas. Em 199,9 pontos, este indicador está em um patamar extremamente elevado.

Os dados para a prévia do IIE-Br foram coletados nos 30 dias até 9 de setembro.

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