FGV: confiança dos empresários recua 1,1 ponto na prévia de outubro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
1

A Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) divulgou nesta quinta-feira (15) a prévia extraordinária das sondagens de confiança, com base em dados coletados até o dia 14 de outubro.

De acordo com a pesquisa, houve recuo na confiança empresarial e dos consumidores no mês. Em relação ao número final de setembro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) diminuiu 1,1 ponto, para 96,4 pontos, enquanto o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,9 pontos, para 79,5 pontos.

Interrupção

“Os resultados prévios das sondagens de outubro sugerem uma interrupção na tendência de recuperação da confiança empresarial”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens da FGV IBRE.

BDRsDay TradeUnicórnios e novos IPOs.

Hoje é dia de insights para investir em 2021.

Houve piora das expectativas em todos os setores, exceto na indústria, que continua com perspectivas otimistas para os próximos meses.

Conforme a coordenadora, o baixo nível da confiança dos consumidores vem da preocupação com o mercado de trabalho. Ainda mais, o aumento recente dos preços de alimentos e incerteza com a pandemia atenuam a situação.

“O descolamento entre a confiança de empresários e consumidores é a maior desde 2010”, completou.

Expectativas

Para os empresários, a queda da confiança acontece exclusivamente pela piora das expectativas para o futuro. Anteriormente, havia melhora da percepção sobre o momento atual.

Ao mesmo tempo, para os consumidores, o aumento do pessimismo para os próximos meses exerceria maior influência.

O Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E) aumentaria 2,9 pontos, para 95,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Empresarial (IE-E) cairia 3,8 pontos, para 97,2 pontos. 

Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual (ISA-C) diminuiria 1,9 pontos, para 70,7 pontos, enquanto o indicador que capta as perspectivas para os próximos meses (IE-C) recuaria 5,0 pontos para 86,5 pontos.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) integra quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Neste mês, apenas a Indústria de Transformação apresentaria resultado positivo, por conta do setor da Construção estável e Comércio e Serviços em queda.

Com variação de 5,4 pontos, o Índice de Índice de Confiança da Indústria (ICI) alcançaria 112,1 pontos. De acordo com a FGV, esse seria o maior valor desde março de 2011 (112,5 pontos). Já a Construção permaneceria em 91,6 pontos, ainda 1,2 ponto abaixo de fevereiro.

Por sua vez, Comércio e Serviços recuariam 5,1 pontos e 1,4 ponto, para 94,5 pontos e 86,5 pontos respectivamente, deixando ambos os setores com recuperação de menos de 90% das perdas ocorridas no bimestre março-abril (86,3% e 81,8%, respectivamente).