FGV-Ibre: expectativa de inflação dos consumidores sobe para 4,7%

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
1

Crédito: Pixabay

A expectativa mediana de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses subiu 0,4 ponto percentual em setembro para 4,7%, informou relatório da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), nesta terça (22).

Esse número encerra a tendência de queda iniciada em maio desse ano.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve redução de 0,4 ponto percentual.

Aumento persistente

“Após atingir o menor valor da série no mês anterior, a expectativa de inflação mediana dos consumidores voltou a subir em setembro em todas as faixas de renda”, analisa Renata de Mello Franco, Economista da FGV-Ibre.

“Apesar da estabilidade dos preços de alguns bens e serviços, o aumento persistente dos itens de alimentação no domicílio pode estar influenciando as expectativas principalmente nos consumidores de renda mais baixa”, acrescenta Renata Mello Franco.

Oi (OIBR3; OIBR4): três coisas que você precisa saber antes de comprar

“Para os próximos meses, é possível que a mediana se distancie cada vez mais do mínimo, considerando as constantes revisões nas projeções de mercado e a possibilidade dos preços dos alimentos seguirem pressionados”, completa.

Todas as faixas de renda

Em setembro, 54,4% dos consumidores projetaram valores abaixo da meta de inflação para 2020 (4,0%), 3,1% abaixo do que no mês anterior, diz a FGV-Ibre.

A proporção de consumidores projetando acima do limite superior da meta de inflação para 2020 (5,5%) cresceu 2,5 pontos percentuais (p.p.), de 28,3% para 30,8%, encerrando tendência de queda iniciada em maio de 2020.

As expectativas medianas para a inflação nos próximos 12 meses aumentaram em todas as faixas de renda, mas principalmente para os consumidores de menor poder aquisitivo.

São os mais afetados pelos preços de alimentos no momento: as expectativas subiram 0,6 p.p., de 4,9% para 5,5%, a maior variação positiva desde maio de 2018 (0,7 p.p.).

Juros baixos, e agora? Renda fixa não morreu, mas vai se diversificar

Setor siderúrgico retorna ao nível pré-pandemia após baque no 2TRI