FGV divulga os Barômetros Econômicos Globais de outubro

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Portal FGV

O Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgou os Barômetros Globais Coincidente e Antecedente da Economia em outubro.

O Barômetro Coincidente mantém a tendência de alta em ritmo menos intenso que o dos meses anteriores.

Ao contrário, o Barômetro Antecedente continua sinalizando recuperação do PIB mundial, apesar de ter recuado ao menor nível desde julho.

“A calibragem dos indicadores sugere que após uma forte aceleração no início da fase de retomada, o ritmo de crescimento econômico mundial deve se reduzir nos próximos meses”, diz a FGV.

Os indicadores sobre a economia global são calculados em parceria com o Instituto Econômico Suíço KOF, da ETH Zurique.

Números

O Barômetro Global Coincidente registra alta de 0,8 ponto em outubro.

Foi de 84,9 pontos para 85,7 pontos.

O Barômetro Global Antecedente caiu 6,5 pontos no mês.

Foi de 115,2 pontos para 108,7 pontos.

“Isso indica um enfraquecimento do otimismo, após avançar mais de 70,0 pontos nos quatro meses anteriores”, explica a FGV.

“O avanço discreto do Barômetro Coincidente foi composto por uma influência negativa da região da Ásia & Pacífico e África e contribuições positivas das regiões da Europa e Hemisfério Ocidental”, informa.

“O Barômetro Antecedente recuou nas três regiões pesquisadas, com a Ásia & Pacífico e África liderando o movimento”, segue.

Análise da FGV

“Enquanto alguns países ainda atravessam patamares elevados de contágio na pandemia, outros passaram a experimentar uma nova onda de casos”, ressalta Paulo Picchetti, pesquisador da FGV IBRE.

“A resultante retomada de medidas de distanciamento social expõe um grau ainda elevado de incerteza, afetando particularmente os setores de comércio e serviços”, segue.

Para ele, são fatores limitantes para uma recuperação mais robusta.

O desempenho do Barômetro Antecedente reflete ainda incertezas relativas à viabilidade da adoção de novos programas de estímulos.

Barômetro Coincidente

Após evolução positiva de junho a setembro, o Barômetro Coincidente da Ásia & Pacífico e África recuou em outubro.

A contribuição foi negativa em 1,5 ponto para o resultado do indicador geral.

As regiões da Europa e do Hemisfério Ocidental (América do Norte, América Latina e Caribe) contribuíram positivamente com 1,0 e 1,3 ponto para o indicador agregado.

O Hemisfério Ocidental continua sendo a única região a retornar ao nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

A Europa quase alcançou o nível pré-pandemia em outubro.

E a região da Ásia & Pacífico e África está 14,6 pontos abaixo.

“A maior contribuição setorial para a alta do Barômetro Coincidente Global em outubro veio do conjunto de variáveis que refletem a evolução das economias em nível agregado (Desenvolvimento Econômico Geral), seguida de Construção, que contribuiu modestamente e Indústria, que ficou constante no mês”, diz a FGV.

Já as variáveis do Comércio e de Serviços contribuíram negativamente para o resultado.

Barômetro Antecedente

“O Barômetro Antecedente Global antecipa os ciclos das taxas de crescimento mundial entre três a seis meses”, explica.

Em outubro, a maior influência negativa vem da região da Ásia & Pacífico e África, com 4,5 pontos.

Isso representa 68% para o resultado agregado.

Após os indicadores da região recuperarem as perdas do pior momento da pandemia em agosto e setembro, agora regridem.

A Europa contribui negativamente com 1,2 pontos para a queda do indicador global.

Entretanto, mantém nível de grande otimismo, registrando 140 pontos.

O indicador do Hemisfério Ocidental também sinaliza revisão de expectativas e contribui com menos 0,9 ponto para o Barômetro Antecedente Global.

“Após contribuir positivamente nos quatro meses anteriores, a Indústria veio negativa, em 5,6 pontos”, diz o relatório.

Comércio e Serviços contribuíram de forma negativa para o resultado, da mesma forma que no Coincidente.

A FGV ainda lembra que em outubro apenas o conjunto de variáveis que refletem a evolução das economias em nível agregado (Desenvolvimento Econômico Geral) e a Construção contribuíram de forma positiva.

Porém, de forma pouco expressiva.