FGV: Custo de construção sobe 1,15% em setembro; confiança também aumenta

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M) subiu 1,15% em setembro, após registrar uma alta de 0,82% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Dessa forma, o índice acumula alta de 4,57% no ano e de 5,01% em 12 meses. A alta do índice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou de 1,18% para 2,40% neste mês. Já o índice referente à mão de obra variou de 0,52% em agosto para 0,06% em setembro.

Materiais, equipamentos e serviços

Dentro do segmento de materiais, equipamentos e serviços, a taxa correspondente a materiais e equipamentos subiu 2,97%, contra 1,43% no mês anterior.

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Todos os subgrupos desse tópico apresentaram aumento, principalmente materiais para estrutura (1,78% para 2,96%) e para instalação (2,25% para 5,59%).

A variação relativa a serviços passou de 0,20% para 0,13% em setembro. Neste grupo, vale destacar o recuo da taxa do item projetos, que passou de 0,52% para 0,14%.

Confiança da construção

A FGV também divulgou o Índice de Confiança da Construção (ICST). Houve avanço de 3,7 pontos em setembro atingindo 91,5 pontos. Este nível ainda é menor do que o período pré-pandemia. Com a alta, o índice fecha a média do terceiro trimestre (87,7 pontos) 17,7 pontos acima da média do segundo trimestre (70,0 pontos).

“A confiança do setor da construção retornou à zona de pessimismo moderado que se encontrava antes da pandemia. A percepção dominante é de recuperação da atividade e de crescimento dos negócios, com reflexos na melhora das expectativas”, afirma Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV IBRE.

“No entanto, vale a ressalva que ainda não é um movimento disseminado por todos segmentos. A área de serviços foi mais penalizada e registra mais dificuldade em recuperar, assim como o mercado de edificações comerciais. Por outro lado, o segmento de edificações residenciais avança mais rapidamente confirmando o bom momento do mercado, impulsionado pelas taxas de juros mais baixas e pela maior oferta de crédito”, observou Castelo.

O resultado positivo do ICST foi influenciado pela melhora da situação corrente e em pela diminuição do pessimismo para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) aumentou 4,6 pontos, para 86,4 pontos, apenas 0,3 pontos abaixo de fevereiro (86,7 pontos). 

Por fim, com a retomada das obras, as empresas voltaram a empregar mais. A sondagem de setembro mostrou as assinalações de aumento das contratações superando as demissões, movimento que deve prosseguir nos próximos meses. Isso, porém, considerando as expectativas dos empresários de tendência de melhora nos negócios nos próximos meses, avaliou Ana Castelo.