ICOMEX: açúcar, aeronaves e automóveis impulsionam exportações

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/abracomex

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta terça-feira (17) o Indicador de Comércio Exterior (ICOMEX).

Segundo a pesquisa, a indústria de transformação brasileira mostrou melhora nas exportações em outubro. Por conta, principalmente, de um aumento nas vendas de açúcar, aeronaves e automóveis.

Volume exportado

De janeiro a outubro, o volume exportado pela agropecuária cresceu 13,1% em relação ao mesmo período de 2019.

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A indústria extrativa teve um avanço de 0,8%, enquanto a indústria de transformação acumula uma queda de 5,6%.

No entanto, na comparação de outubro de 2020 ante outubro de 2019, o volume exportado pela agropecuária caiu 26,4% e o da indústria extrativa encolheu 8,4%.

A perda da indústria de transformação foi menor, de -0,7%.

Em outubro, a indústria de transformação aumentou em 20,2% o volume exportado de bens de consumo duráveis em relação ao mesmo período de 2019.

Indústria automobilística

O crescimento veio da recuperação nas vendas da indústria automobilística brasileira para a Argentina.

O volume de bens de capital exportados avançou 3,9% em outubro de 2020 ante outubro de 2019.

Quanto às importações, o volume importado de bens de capital caiu 29,8% em outubro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019.

Conforme a FGV, os dados de importações de máquinas e equipamentos e de insumos para a indústria ainda não apontam grandes expectativas para o setor.

“A dúvida que pode ser levantada é se, com o câmbio desvalorizado, as compras se voltam para o mercado doméstico. Isso explicaria as notícias veiculadas na imprensa sobre falta de insumos/peças para os setores industriais. Nesse cenário, rebaixar alíquotas de importações para insumos considerados essenciais seria uma possível resposta”, ressaltou a FGV, em nota oficial.

Quedas e desvalorização

Entretanto, apesar dos dados positivos divulgados sobre indicadores de atividade, como do Banco Central, ainda há queda na compra externa.

Uma delas, por exemplo, seria a de bens intermediários pela indústria da transformação. Este caiu 22,8% em outubro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. 

A compra de máquinas e equipamentos pela indústria de transformação recuou 31,2% no mesmo período.

“A desvalorização real da taxa de câmbio efetiva que foi de 35% entre janeiro e outubro de 2020 indica que os setores devem estar privilegiando os fornecedores domésticos”, aponta o relatório da FGV.

Balança comercial

No mês de outubro, o superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 5,5 bilhões. O valor foi consequência de um recuo maior nas importações do que nas exportações. Conforme divulgado, o volume importado encolheu 20,4% em outubro de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019, enquanto o volume exportado caiu 7,1%.

De janeiro a outubro, o saldo da balança comercial está positivo em US$ 47,4 bilhões.

Em outubro, houve redução no volume exportado pelo Brasil para todos os mercados apurados, exceto para a Argentina.

O volume exportado para o país vizinho cresceu 20,9% em relação a outubro de 2019. 

As exportações para a China encolheram 13,5%, devido a uma redução sazonal nos embarques de soja nos meses finais do ano. Já o volume exportado para os Estados Unidos diminuiu 14,0%.

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