FGV: confiança sobe para empresários e consumidores

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Em caráter extraordinário durante a pandemia de coronavírus, a Fundação Getulio Vargas (FGV) tem antecipado a divulgação das sondagens quanto à confiança empresarial e do consumidor brasileiro.

O resultado do mês de maio foi divulgado nesta sexta-feira (15) e revela uma acomodação nos índices de confiança. Isto depois de uma queda acentuada em abril.

Na prévia das Sondagens, com dados coletados até o dia 13 de maio, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 7,7 pontos, chegando a 63,5 pontos. Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 6,5 pontos, para 64,7 pontos.

No resultado prévio de abril, o ICE teve queda de 27,6 pontos, chegando a 53,7 pontos. E o ICC, queda de 22,1 pontos, registrando 58,1 pontos.

“Após os níveis de confiança despencarem em abril, a pesquisa mostra uma acomodação dos indicadores ainda em patamares extremamente baixos”, explica Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens.

Ela afirma, no entanto, que diante do “novo normal”, os agentes econômicos calibraram expectativas. E foram de respostas pessimistas para opções mais neutras. “Pode estar ocorrendo uma adaptação ao período de crise”, avalia.

confiança

Expectativa quanto ao futuro melhora

O principal fator que contribuiu para a queda do pessimismo foi a expectativa quanto ao futuro. A percepção sobre a situação atual, no entanto, permaneceu estável tanto para empresas quanto para consumidores.

Confiança empresarial

O ICE, que revela o índice de confiança dos empresários, registrou alta no Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E), que variou 0,1 ponto, para 61,6 pontos. Alta também do Índice de Expectativas Empresarial (IE-E) em 9,8 pontos, para 61,3 pontos.

A Indústria é o único setor em que a confiança continuou caindo na prévia de maio. O Índice de Confiança da Indústria registra o terceiro mês em queda, com 44,4 pontos. É o menor nível entre os quatro setores pesquisados.

O Índice de Confiança de Serviços subiu 9 pontos, após acumular queda de 43,3 pontos no bimestre de março a abril. A alta devolve 21% da confiança perdida.

Para o Comércio e Construção, a devolução das perdas no mesmo período seria ainda menor: de 12% e 7%, respectivamente. Em médias móveis trimestrais, todos os setores continuariam em queda.

Confiança do consumidor

Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual (ISA-C) subiu 0,9 ponto, para 66,5 pontos. O indicador de percepção futura (IE-C) teve aumento de 10 pontos, chegando a 65 pontos.

Prévia é necessária em cenário de incertezas

A FGV explica que a prévia, calculada excepcionalmente, se faz necessária no cenário atual de muita incerteza decorrente da pandemia de coronavírus.

“A FGV resolveu fazer essa prévia e antecipar os resultados que viriam apenas no final do mês porque as informações estão mudando diariamente. Tanto em relação aos números do avanço da epidemia quanto às medidas que estão sendo tomadas. Com isso, as percepções e expectativas quanto ao futuro estão mudando rapidamente”, explica Viviane Seda.

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