FGV: confiança do setor de serviços sobe para 87,9 pontos em setembro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta terça-feira (29) os dados do Índice de Confiança de Serviços (ICS). Houve avanço de 2,9 pontos em setembro, para 87,9 pontos. Apesar da quinta alta consecutiva, os números estão abaixo do nível pré-pandemia. Em médias móveis trimestrais, o índice apresenta alta de 5,4 pontos.

“Em setembro, a confiança do setor de serviços mantém sua trajetória ascendente, mas ainda em ritmo desigual entre os segmentos e encontra-se em patamar abaixo do período pré-pandemia. Houve acomodação nos indicadores que medem a situação atual, sugerindo que não há alteração no ritmo de demanda por serviços no mês, apenas aumento das expectativas”, avaliou Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

“Para os próximos meses, o cenário de recuperação deve ser mantido. Mas ainda há muita incerteza na sustentabilidade dessa retomada. Principalmente pela cautela dos consumidores, piora do mercado de trabalho e proximidade do fim dos programas de auxílio do governo”, concluiu.

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Horizonte positivo

Houve variação positiva do ICS em 11 dos 13 segmentos pesquisados. As avaliações sobre o momento atual se mantiveram estáveis, enquanto as expectativas em relação aos próximos meses melhoraram em setembro.

O Índice de Situação Atual (ISA-S) variou 0,1 ponto, para 76,9 pontos, ainda abaixo do patamar pré-pandemia. Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE-S) cresceu 5,4 pontos, para 98,9 pontos, igualando-se ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços se manteve estável em 81,8%.

Conforme a FGV, o setor iniciou o segundo semestre de maneira distinta ao encerramento do primeiro, registrando sucessivos ganhos de confiança em todos os setores.

No terceiro trimestre, o ICS registrou aumento de 22,9 pontos no total. Mas a perda tinha sido de 30 pontos no trimestre anterior.

Entre os principais segmentos analisados, os serviços de Transportes foram os que conseguiram melhor recompor a confiança no período. A recuperação foi de 89,0%. Em contrapartida, os serviços prestados às famílias, que registraram a maior queda no trimestre (38,5 pontos), não conseguiram recuperar sequer metade da confiança perdida (47,5%).