FGV: Confiança do empresário do comércio cai 2,3 pontos

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) divulgado nesta quinta-feira (26) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 2,3 pontos em novembro. O índice foi de 95,8 para 93,5 pontos, registrando a segunda queda consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 1,2 ponto, interrompendo um período de quatro altas seguidas.

“O segundo resultado negativo da confiança do comércio, em novembro, mostra que voltam a surgir obstáculos para recuperação do setor. A piora no mês foi influenciada pela percepção de redução do ritmo de vendas e ligeiro aumento das expectativas em relação aos próximos meses, mas ainda em patamar baixo”, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

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De acordo com Tobler, recuperar a confiança do consumidor agora é difícil. Por conta, especialmente, da redução dos benefícios do governo e o cenário negativo do mercado de trabalho. Esses aspectos apontam que a retomada do comércio pode encontrar mais obstáculos e que o ritmo pode ser mais lento. 

Conforme os dados, em novembro, a confiança caiu em quatro dos seis principais segmentos do Comércio. Do ponto de vista de horizontes temporais, a queda foi influenciada pela piora da percepção com o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 5,4 pontos, para 99,7 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 0,9 ponto para 87,5 pontos.

Indicador de Desconforto 

Depois de um período de recuperação, o ISA-COM em médias móveis trimestrais começa a mostrar sinais de desaceleração. No mesmo sentido, o Indicador de Desconforto também começa a perder forças da recuperação que vem apresentando. Essa combinação de resultados sugere que a recuperação do setor ainda está sujeita à volatilidade. Além disso, que ainda existem fatores que contribuem para limitar o avanço do ritmo de retomada. 

Por fim, o Indicador de Desconforto é composto pela média das parcelas padronizadas demanda insuficiente, acesso ao crédito bancário, custo financeiro e outros como limitações a melhoria dos negócios.

 

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