FGV: Confiança da Indústria atinge maior valor em 10 anos

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) avançou 1,9 ponto em novembro, atingindo 113,1 pontos. É o maior valor desde outubro de 2010 (113,6 pontos).

“O resultado da sondagem de novembro mostra recuperação surpreendente da confiança do setor industrial. Principalmente devido às avaliações muito positivas sobre o momento atual. De maneira geral, a demanda foi considerada como forte e o indicador de estoques bateu novo recorde. Pelo lado das expectativas, houve ajuste, mas a maioria dos segmentos ainda apresenta otimismo. Apesar da queda dos indicadores de produção prevista e emprego previsto, ambos permanecem em nível elevado, sugerindo que tanto a produção como o pessoal ocupado continuariam aumentando nos próximos três meses”, comenta Renata de Mello Franco, economista da FGV.

Além disso, há o avanço do indicador de tendência dos negócios que sinaliza maior otimismo para o início de 2021. De acordo com a economista, ainda não o setor ainda não se recuperou totalmente das perdas de março e abril. O índice mostra que ainda há cautela por parte dos empresários.

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Segmentos industriais do indicador

Em novembro, 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança. 15 estão em nível acima de fevereiro deste ano. O resultado positivo do mês mostra exclusivamente a melhora da satisfação dos empresários em relação à situação corrente, já que houve ajuste das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 4,5 pontos, para 118,2 pontos, o maior valor desde dezembro de 2007 (118,9 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) teve leve recuo de 0,7 ponto, para 107,9 pontos.

O indicador que mede o nível dos estoques das empresas subiu 12,0 pontos, para 126,2 pontos. Esse é o maior valor da série histórica. Entretanto, a parcela de empresas que avaliam os estoques como insuficientes saltou de 10,6% para 15,7%, enquanto as que avaliam os estoques como excessivos caiu de 9,6% para 8,0%. Em relação aos demais indicadores, houve melhora de 2,6 pontos da demanda, para 112,9 pontos, e queda de 1,8 ponto da situação atual, para 113,7 pontos.

Por fim, o indicador que mede o otimismo dos empresários com a evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes foi o único componente do IE a apresentar resultado positivo, passando de 100,8 pontos para 104,4 pontos. Houve aumento da parcela de empresas que preveem melhora, de 45,7% para 49,0%. Portanto, queda das que projetam piora, de 11,0% para 8,2%. Por outro lado, o indicador de produção prevista recuou 4,8 pontos, para 108,8 pontos, enquanto o indicador de emprego previsto ficou relativamente estável, ao passar de 110,9 pontos para 110,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou relativamente estável ao passar de 79,8% para 79,7%. Em médias móveis trimestrais o NUCI cresceu 1,4 p.p., de 77,8% para 79,2%.

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