A FGV divulgou na manhã desta segunda-feira (30) os Índices de Confiança do Comércio e do setor de Serviços.
A Confiança do Comércio caiu 0,1 ponto em agosto ante julho, para 100,9 pontos; e a Confiança de Serviços avançou 1,3 ponto, para 99,3, refletindo as melhorias do setor com a vacinação e a reabertura.
Comércio
A confiança do comércio acomodou em agosto, após quatro meses de altas consecutivas. Diferentemente dos últimos meses, houve uma percepção de piora da situação dos negócios que está relacionada a uma redução na demanda atual enquanto as expectativas continuaram evoluindo positivamente.
O resultado ainda não significa uma reversão da tendência positiva que vem ocorrendo desde abril, mas acende o sinal de alerta sobre o ritmo de recuperação do setor.
A recuperação da confiança dos consumidores continua sendo fundamental para continuidade da retomada, assim como o controle da pandemia, segundo o coordenador da pesquisa, Rodolpho Tobler.
O Índice de Situação Atual recuou 3,7 pontos para 105,0 pontos, enquanto o Índice de Expectativas aumentou 3,5 pontos para 96,7 pontos, registrando o maior valor desde fevereiro de 2020 (107,0 pontos).

Reprodução/FGV
Serviços
A confiança do setor de serviços avançou pelo quinto mês consecutivo, consolidando-se em patamar acima do nível pré-pandemia e próximo ao nível neutro. Ao contrário do que foi observado nos últimos meses, a alta foi mais influenciada pela melhora no volume de serviços no mês, enquanto as expectativas ficaram estáveis.
Essa combinação sugere que a recuperação do setor vem avançando em paralelo às flexibilizações na pandemia. Vale ressaltar que o cenário para os próximos meses ainda depende da recuperação da confiança do consumidor e carrega muita incerteza, especialmente associados aos riscos da variante delta, como explica Tobler.
O Índice de Situação Atual subiu 2,6 pontos, para 93,0 pontos, maior nível desde junho de 2014 (94,3 pontos). O Índice de Expectativas variou 0,1 ponto, para 105,7 pontos, mantendo-se no patamar mais alto desde novembro de 2012 (106,2 pontos).

Reprodução/FGV