FGC pode limitar garantia por investidor a R$ 1 milhão

O que é o FGC?

Betina Moura
Betina Moura, gaúcha, formada em Marketing pela Universidade do Vale do Itajaí-SC, adoradora do marketing digital, tecnologia, comunicação, boas músicas e esportes.Na Equipe EuQueroInvestir é responsável pela diagramação dos artigos, designers, redação de notícias e inboud marketing.Contato: betina.moura@euqueroinvestir.com
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Foto: Homem dentro da bolha sendo protegido, semelhante ao fgc e os investimentos

O FGC – Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade criada em 1995 pela resolução 2.197 do Conselho Monetário Nacional, com o principal objetivo de trazer estabilidade ao sistema financeiro nacional.

A forma de fazer isso foi através da implementação de sistemas de acompanhamento, controle e principalmente proteção direta a depositantes via um sistema de garantias.

Fundo Garantidor de Crédito

Atualmente a garantia é de até R$ 250.000,00 para cada CPF e em cada Banco, incluindo juros acumulados, ou seja, é possível ser coberto de forma ilimitada desde que o investidor tenha aplicações em diferentes bancos e que em cada um não seja ultrapassado esse valor. Mas, o que tudo indica é que essa regra está prestes a mudar.

Segundo a publicação dessa terça-feira (12) do jornal Valor Econômico , uma proposta em estudo e que tem grandes chances de aprovação limitaria a garantia a um volume global de R$ 1 milhão por CPF, com a cobertura de R$250 mil por emissor sendo mantida.

A proposta ainda precisa ser aprovada em assembleia do FGC marcada para o dia 18, além do aval do Banco Central.
O CMN (Conselho Monetário Nacional) tem reunião marcada para o próximo dia 21 e a proposta pode ser incluída na pauta.

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Mas por que essa mudança?

A publicação explica que essa decisão ocorre por conta de um entendimento de que houve abuso da proteção oferecida e que o FGC se tornou uma peça de marketing para bancos menores captarem. É uma situação que tem incomodado os grandes bancos. O investidor, por sua vez, tem negligenciado o risco: compra papel com cobertura sem avaliar a situação de crédito de cada instituição e acaba achando que os títulos com cobertura são mais seguros que fundos ou até mesmo os títulos públicos no Tesouro Direto.

FGC

Uma das ideias em discussão para não tornar a regra muito rígida é que a limitação da cobertura do FGC ocorra por um determinado tempo. Segundo fonte a par do assunto, a restrição funcionaria de forma semelhante a pontuação por multas na carteira de motorista.

A mudança, caso seja aprovada pela assembleia do fundo e homologada pelo CMN, só valeria para os novos depósitos, e não para o estoque de títulos já emitidos.

A autoridade monetária tem feito exercícios para medir que impactos sistêmicos uma mudança dessas teria. Nenhum plano será levado adiante se o regulador considerar que pode haver algum risco para o sistema.

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